11 Maio 2021, Terça-feira
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Secil Outão investe €86 milhões para reduzir emissões de CO2

Em 2022 a Fábrica Secil Outão, em Setúbal, vai estar modernizada, poluir menos e pronta para alavancar a economia da região e do País   

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A laborar no Outão, Setúbal, e fundada em 1930, a fábrica de cimento da Secil está a ser totalmente remodelada, numa operação que passa pela adjudicação de equipamentos e demolição de antigas estruturas industriais. O projecto em curso para a ‘nova’ unidade deverá entrar em funcionamento em Outubro de 2022, e implica um investimento de €86 milhões.

A modernização da fábrica da Secil em Setúbal tem por objectivo transformá-la na “mais sustentável da Europa, através da eliminação dos combustíveis fósseis primários”, refere Otmar Hübscher, presidente da comissão executiva da empresa, que destaca “ganhos indiscutíveis para o ambiente da região e do País”.

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Estes resultados estão ligados à implementação do projecto CCL – Clean Cement Line, que vai dotar a fábrica implantada na zona ambientalmente sensível do Parque Natural da Arrábida “numa das mais avançadas fábricas de cimento da Europa e do Mundo”, isto “através de um inovador processo de integração de tecnologias maduras e recentes nunca antes combinadas entre si, e também inovadoras e geradoras de patentes”, sustenta o presidente da Secil.

O que vai ser conseguido com este investimento assumido pela Secil, que “poderá beneficiar de um apoio €15 milhões do PT2020”, por ter sido considerado Projecto de Potencial de Interesse Nacional (PIN), é um novo ‘carbon footprint’ através da “redução das emissões de CO2 em 20%, aumentando a eficiência energética em 20%, e gerando 30% electricidade por recuperação de calor”.

Apesar do baixar o teor do CO2, garante Otmar Hübscher que a produção de cimento na Fábrica Secil Outão permitirá “manter forte competitividade” desta unidade. Com isto vai conseguir responder ao “crescimento do consumo de cimento em Portugal nos últimos anos, depois deste ter tido uma quebra de 80% entre 2002 e 2013”. Mas, frisa o presidente da empresa, que este não foi o objectivo do investimento.

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“Este investimento não tem como fim qualquer aumento da produção. Tem como fim principal a inovadora protecção do ambiente”, isto tendo em conta que o CCL comporta uma importante modernização do processo de fabrico, com muito menor emissão de CO2 e melhor eficiência energética”.

E acrescenta: “Todos sabemos que temos que combater as alterações climáticas, emitir menos CO2, e a Secil está a adaptar-se a esse processo para manter a sua competitividade num cenário em que a emissão de CO2 pode ser muito onerosa. Quanto menos CO2 emitirmos, mais competitivos e sustentáveis seremos”.

Esta visão é um dos argumentos para Otmar Hübscher afirmar que a Secil vai continuar no Parque Natural da Arrábida apesar de grupos ambientalistas insistirem na sua deslocalização. “A Fábrica Secil Outão comemora agora 90 anos de laboração ininterrupta, e com este investimento não vamos abandonar Setúbal; tem vantagens competitivas únicas, pela sua localização ideal junto a boas reservas de matéria-prima e saída directa para o mar através de um cais privativo, o que assegura a melhor competitividade para o abastecimento ao mercado nacional e internacional por via marítima, contribuindo positivamente para a balança comercial do País”.

Outro argumento da empresa é a vantagem em “emprego de qualidade” que possibilita a “sucessivas gerações de setubalenses”, e também o contributo para “uma comunidade mais forte através da sua responsabilidade social”.

Um “forte impacte em emprego local” que acontece, inclusivamente, “durante a fase de construção e montagem de equipamentos, onde se espera que seja atingido um pico superior a 500 trabalhadores”. Na fase posterior, a operação “criará, adicionalmente aos 286 actualmente existentes, mais 7 postos de trabalho altamente qualificados ligados à Investigação & Desenvolvimento no Centro Técnico da Secil”.

Para Otmar Hübscher, a criação de emprego pela Secil é uma certeza, uma vez que “o cimento é o elemento ligante fundamental do betão, que é um dos materiais mais utilizados pela Humanidade, indispensável para a segurança, conforto e património das populações”, pelo que “não é concebível uma sociedade moderna e desenvolvida sem betão”, para “construção de habitação decente e infra-estruturas que a população cada vez mais exige, como escolas, hospitais e redes de transporte eficazes”.

 

 

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