11 Maio 2021, Terça-feira
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Nuno Canta reúne-se de urgência com os bombeiros do Montijo

O anúncio da paragem dos Bombeiros Voluntários do Montijo, acompanhado de um conjunto de denúncias, noticiado por O SETUBALENSE ao final da manhã desta terça-feira, levou o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, a reunir-se de urgência com três representantes do corpo activo da unidade. À tarde (18h00), o autarca recebeu nos Paços do Concelho o oficial bombeiro Luis Gaspar, o subchefe Cláudio Alegria e o bombeiro Tiago Vaz.

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O encontro solicitado pelo edil durou mais de duas horas, apurou O SETUBALENSE junto de fonte bem colocada no seio dos bombeiros. De acordo com a mesma fonte, Nuno Canta mostrou-se “preocupado face ao momento delicado” que a unidade está a atravessar e transmitiu aos três elementos da corporação que irá voltar a chamar a direcção para esclarecer várias das denúncias feitas pelos bombeiros, as quais constavam numa missiva que lhe foi enviada no passado dia 8.

Os bombeiros, que nessa mesma carta lamentaram que Nuno Canta até então se tivesse negado a recebê-los, puderam agora repetir as denúncias feitas nesse documento. O autarca, segundo aquela fonte dos bombeiros, alegou contudo “desconhecimento” de um conjunto de situações.

“Até à data o presidente da Câmara desconhecia grande parte dos problemas, pois a direcção dos bombeiros nunca os referiu, nomeadamente questões relacionadas com o emprego do dinheiro cedido pela autarquia ao abrigo dos protocolos existentes”, revelou aquela fonte.

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Às preocupações reportadas agora pessoalmente ao autarca, os bombeiros juntaram o facto de no último trimestre de 2020 terem sido “rejeitadas 147 emergências na cidade montijense” pela corporação.

Nuno Canta manifestou “disponibilidade para ajudar” os bombeiros “no que fosse possivel, dentro das possibilidades”. E prometeu empenho para que sejam resolvidos “com urgência os problemas de climatização e alojamento dos operacionais [no quartel]”. Relativamente à sucessão do comandante, o autarca lembrou que a questão é do foro interno da associação, apesar de “reconhecer competência ao comandante interino Luís Silva” para assegurar o cargo.

Já a direcção dos bombeiros, admitiu ainda a mesma fonte, “teima em não se demitir e está a ameaçar os elementos com o não pagamento dos vencimentos”. No entanto, o edil transmitiu aos bombeiros que a autarquia está “preparada para ajudar em qualquer eventualidade”.

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Cerca de 90% do corpo activo dos bombeiros exigiram, nesta terça-feira, a demissão de todos os órgãos sociais daquela associação humanitária e denunciaram várias situações graves ocorridas nos últimos tempos “por má gestão” (ver peça em https://osetubalense.com/ultimas/2021/03/16/bombeiros-do-montijo-param-enquanto-direccao-nao-se-demitir-e-denunciam-casos-graves/).

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