25 Maio 2022, Quarta-feira
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PSD exige explicações e “pede cabeça” de Natividade Coelho

Distrital do PSD diz que a ministra Ana Mendes Godinho “não tem outra alternativa senão demitir” a directora da Segurança Social de Setúbal. Em causa está a vacinação indevida de 126 funcionários deste organismo

 

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Paulo Ribeiro, presidente da Distrital de Setúbal do PSD, exige a demissão de Natividade Coelho, caso se confirme que 126 funcionários do Centro Distrital da Segurança Social foram indevidamente vacinados contra a covid-19.

Em comunicado, o responsável pela estrutura social-democrata já veio exigir que a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho,  “esclareça com urgência” a informação avançada esta quinta-feira pela SIC.

A notícia, lembra Paulo Ribeiro, diz que foram vacinadas “pelo menos 126 pessoas”, entre as quais “a directora” do centro distrital – a socialista Natividade Coelho – bem como “outros dirigentes”, que “foram incluídos numa lista onde só deveriam constar os utentes de lares e todos aqueles que trabalham directamente nessas instituições”.

Natividade Coelho, directora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social
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“A confirmar-se esta notícia, o que aconteceu é algo de muito grave. A ministra da tutela não tem outra alternativa senão demitir a directora da Segurança Social de Setúbal”, afirma o social-democrata, que também é vereador na Câmara Municipal de Palmela, onde Natividade Coelho já exerceu igualmente funções de autarca pelo PS.

O líder do PSD no distrito considera o caso vergonhoso e questiona: “Como é possível, quando ainda faltam muitos médicos e enfermeiros serem vacinados, assim como centenas de utentes de lares e bombeiros, sermos confrontados com uma situação destas, que envergonha qualquer um?”

A concluir, não poupa críticas à actuação do executivo liderado por António Costa. “Já todos percebemos que o plano de vacinação do Governo tem vindo a falhar, assim como toda a gestão da pandemia, mas situações como esta descredibilizam todo o sistema e o combate à covid-19.”

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Os casos de vacinação indevida, de acordo com os critérios que determinam os grupos prioritários nesta primeira fase para administração da vacina, têm vindo a aumentar no País.

No Distrito de Setúbal, conforme noticiou O SETUBALENSE, já se registaram pelo menos oito situações: o provedor da Misericórdia do Montijo e dois funcionários; e o provedor da Misericórdia de Canha, juntamente com mais quatro membros da administração. Neste último caso, porém, foi a própria equipa de enfermagem responsável pela inoculação a considerar que os cinco elementos da Santa Casa de Canha preenchiam os requisitos para serem vacinados.

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