11 Maio 2021, Terça-feira
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Ocupação em hotéis antevê-se “muito fraca” para Natal e Ano Novo

Vítor Silva lamenta o efeito da pandemia e prevê ainda que a crise no sector vá prolongar-se até Abril

As reservas nas unidades hoteleiras do Alentejo para o Natal e o Ano Novo “caíram extraordinariamente”, devido à Covid-19, e a ocupação antevê-se “muito fraca”. O lamento é do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, Vítor Silva.
“Prevejo que a situação de ocupação, tanto no Natal como na passagem de ano, vá ser muito fraca”, admitiu à agência Lusa o responsável da ERT.

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Os empresários “tinham bastantes reservas há um ou dois meses”, mas neste momento, devido às restrições decorrentes da pandemia, “as reservas caíram extraordinariamente”, assinalou.

“Como não são permitidas festas nas unidades hoteleiras, as pessoas possivelmente preferem ficar nos seus locais de residência”, adiantou.

Ainda assim, como nos últimos anos se instaurou alguma “tradição” de passar a época natalícia em unidades hoteleiras, este ano, esse factor mantém-se, mesmo que a afluência seja mais reduzida: “Há unidades hoteleiras que continuam a ter reservas”.

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Alertando que a crise no turismo deverá continuar, pelo menos, até à próxima Páscoa, em Abril, o presidente da ERT do Alentejo disse ainda que o sector da animação turística e das agências de viagens está a passar por momentos “ainda piores” do que os da restauração e da hotelaria.

“Muitas empresas estão a recorrer ao ‘lay-off’, há empresas que suspenderam a actividade, há também algumas, felizmente ainda poucas, que fecharam. Até à Páscoa, a situação vai estar muito complicada”, vincou.

Vítor Silva perspectivou que os “primeiros três meses” de 2021 “vão ser muito difíceis, talvez os mais difíceis de todos”.

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De Santiago do Cacém a Évora

Numa ronda efectuada pela Lusa junto de diversos hotéis da região foi possível perceber que as taxas de ocupação para esta época festiva são fracas.

Pelo litoral alentejano, as perspectivas são desanimadoras. O Hotel Vila Park, em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, é disso exemplo. Prevê “uma quebra de cerca de 50%” da taxa de ocupação durante o Natal e o Ano Novo. “Para a altura do Natal temos uma taxa de 20% e o Ano Novo, que está mais fraco, ronda os 10% a 15%”, resumiu à Lusa fonte deste hotel de quatro estrelas.

O cenário não é diferente em Portalegre. O director do Hotel José Régio, Luís Grades, tem actualmente e até ao final do ano uma taxa de ocupação na ordem dos 20%.

Já o Tivoli Évora Ecoresort, de quatro estrelas, tem uma taxa de reserva e ocupação de 30% para a passagem de ano e para o Natal está abaixo dos 20%, disse o director comercial, Miguel Rosado da Fonseca.

E em Beja, o proprietário do BejaParque Hotel, de quatro estrelas – que em Março fechou uma outra unidade de três estrelas na cidade –, confirmou que espera 30% de taxa de ocupação para o que resta deste mês. As perspectivas para o BejaParque Hotel “não são nada famosas”, lamentou João Rosa, que lembrou o impedimento de fazer o ‘réveillon’, que habitualmente ajudava a deixar o mês de Dezembro “mais composto”.

HYT/RRL/SYM/HYN // ROC / Lusa

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