2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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Obras na urbanização dos Sete Portais continuam a provocar desacordo junto de moradores

Primeira fase do projecto concluída em Dezembro, com arranjo paisagístico a prolongar-se até Março

 

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As obras que estão a decorrer no parque da urbanização de Sete Portais, na freguesia de Santo André, continuam a gerar desacordo junto de alguns residentes, na sequência da intervenção que o município barreirense está a realizar para a renovação daquele espaço verde, que já motivou uma petição pública com mais de uma centena de assinaturas e um abaixo-assinado dos moradores contra esta operação, que afirmam que criará “uma vala a céu aberto” no local.

Após um conjunto de queixas apresentadas pelos moradores em reuniões deste executivo e de uma visita do presidente do município Frederico Rosa ao local, acompanhado de técnicos camarários, o autarca considera que “a solução técnica que está a ser aplicada é a mais indicada”. O edil afirma ainda que “estamos convencidos” que a existir algum problema “não haverá ninguém que esteja à frente da câmara, que não fará aquilo que tiver que fazer para tornar a solução a melhor possível”, sendo “popular ou não”, frisou.
“É uma questão de coerência e de honestidade para com quem toma decisões, baseadas em muitos pareceres técnicos e em indicações do que se deve fazer”, destaca.

Em declarações a O SETUBALENSE, o vice-presidente da edilidade, João Pintassilgo, reconhece que possa ter havido “algum atraso na informação dada aos moradores do que a autarquia pretendia fazer neste local”, no entanto, “conseguimos recentemente esclarecer alguns residentes de que tudo o que diz respeito a drenagens pluviais e dentro daquilo que é possível e enquadrável, as mesmas não devem ser encanadas ou entubadas, e neste caso, estamos a falar de uma situação onde existe um declive de nove metros na drenagem pluvial”, que apenas tem por objectivo servir de “defesa àquilo que não sabemos quando é que pode vir a acontecer”.

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O vereador responsável pela divisão de Águas e Saneamento, que tutela ainda a área do Ambiente e Espaços Verdes, acrescenta que as “denominadas cargas de água exigem uma intervenção de segurança futura numa zona que é um leito de cheia, sendo que a determinada altura decidimos colocar uma vala, que por estar numa área onde existe um declive grande, não pode ficar com terra à vista com ervas, tendo que levar um empedrado para que possa sustentar a água quando houver uma chuvada grande”, justifica.

Hugo Martins, um dos moradores que discorda da posição da autarquia e em carta aberta dirigida ao presidente, diz não acreditar que aquela seja “a melhor solução para o espaço”. Em causa, defende, está “uma necessidade de drenar as águas pluviais de uma grande área impermeabilizada e a impermeabilizar”, sendo este “o único motivo da realização desta obra”.

O morador refere na carta que a intervenção se traduz “em rasgar o jardim, de uma ponta à outra, com uma ‘pequena linha de água’, na realidade uma vala que chega a ter quatro a cinco metros de largura e dois a três metros de profundidade e ‘um pequeno lago’, que é uma bacia gigante com cerca de 10 metros de diâmetro”. Outro dos aspectos realçados no documento, prende-se com o facto do morador considerar “que se estavam a colocar perigos onde não existiam” e que essa era a maior preocupação, pois “a livre fruição do espaço por crianças mais pequenas fica comprometida”, sublinha, adiantando ser uma opinião subscrita por “aproximadamente 75% dos moradores”.

Conclusão dos trabalhos coincide com chegada da Primavera

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O projecto municipal, recorde-se, contempla a fase hidráulica, que deverá estar “concluída até Dezembro” e, posteriormente, a fase de arranjo paisagístico, que prossegue até Março do próximo ano, coincidindo com a chegada da Primavera, altura do ano ideal para ser “plantada uma série de vegetação”, explica o vereador responsável.

A intervenção inclui medidas que têm por objectivo “a renaturalização do ciclo urbano de água, criando-se um espaço paisagisticamente interessante e vivo”, com a criação de um Parque Infantil no local, já que a vala terá “uma protecção física de aproximação das pessoas”, realça João Pintassilgo.

As acções apontadas pelo município preveem ainda “a realização de uma pequena linha de água – recuperando a função natural deste espaço, e de uma bacia de retenção –, um pequeno lago que se forma quando chove, devidamente dimensionados e protegidos”, com a integração “das valas e bacia, acrescentando-se um pomar, entre outros elementos, numa intervenção que se projectou de forma interdisciplinar”.

Refira-se que a este propósito, a autarquia lembrou que “não há, infelizmente, obras sem incómodos, mas estas em especial irão proporcionar um aumento substancial da qualidade de vida na zona”.

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