5 Dezembro 2021, Domingo
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“Se se passarem mais dez anos e o desassoreamento não parar, o Portinho da Arrábida vai desaparecer”

Pedro Soares Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que “a solução passa por encher a praia com areia”

 

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Passados dez anos desde que “o Clube da Arrábida organizou, em conjunto com a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), um colóquio onde foram discutidas as causas e as soluções para o desassoreamento do Portinho da Arrábida, ainda nada foi feito”, começa por revelar Pedro Soares Vieira, presidente do Clube da Arrábida, a O SETUBALENSE.

Numa tentativa de chegar às diversas entidades, “incluindo ao Ministério do Ambiente”, e de “apelar” para que “algo seja feito”, Pedro Soares Vieira redigiu uma carta aberta, na qual expôs a situação “que se vive actualmente na zona”. “Se se passarem mais dez anos e o desassoreamento não parar, o Portinho da Arrábida vai desaparecer”, revela.

Na altura, do encontro que juntou o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), e da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), “chegou-se à conclusão que teria de ser feito um estudo de impacte ambiental”. “O Clube da Arrábida tomou a dianteira, tentando encontrar quem poderia tomar as rédeas para a sua realização”, afirma.

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Até 2017, segundo diz Pedro Soares Vieira, “a APA, a autarquia e o ICNF desmarcaram-se de responsabilidades”. “Em sete anos o Clube da Arrábida foi assistindo a um desassoreamento cada vez maior, sem nunca conseguir arranjar quem desenvolvesse o estudo”, motivo que levou a associação, em conjunto com o LNEG, a realizar “um parecer técnico sobre o estado do Portinho da Arrábida”. “Nesse parecer foi apontado que a praia já sofria de um desassoreamento superior a 60%, ou seja, em 50 anos perdeu mais de mil metros de areia”, explica. Com estes resultados, era “ainda mais urgente realizar-se o estudo”. A solução para o “adiantado estado de erosão passava obrigatoriamente, entre outras coisas, por um enchimento com areia”, mas, “contactadas novamente as entidades, a situação continuou igual”.

“Entretanto com a dragagem no Sado, a APA lançou uma declaração de impacte ambiental, onde vinha descrito que a obra poderia fazer com que as praias desaparecessem. Viemos a saber depois que estava inserida como medida de compensação a realização de um estudo de sedimentação costeira e, por outro lado, este Verão, na revisão do PDM de Setúbal, surgiu uma parte dedicada ao Portinho da Arrábida, no qual foi inserida uma alínea sobre a realização do estudo”, refere.

No entanto, a situação veio a pior a 18 de Setembro devido a um temporal marítimo, que provocou no local “a derrocada de várias secções de enrocamento da arriba por debaixo do caminho de acesso pedonal”. “Corremos o risco dos temporais do próximo Inverno colocarem a zona ainda mais expostas ao mar. Temos de recuperar os 60% de areia em falta, que serve também para proteger a costa marítima”, conclui.

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