30 Novembro 2021, Terça-feira
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António Carvalho dá sapatada na Arrábida e vence penúltima etapa da Volta em Setúbal

A meta da penúltima etapa da Volta a Portugal foi cortada esta tarde na Avenida Luísa Todi, em Setúbal, depois das pedaladas pelos concelhos de Alcochete, Montijo e Palmela

 

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Texto Lusa | Fotos Mário Romão

 

António Carvalho redimiu-se hoje perante a Efapel, pelos 500 metros em que ‘deitou tudo a perder’ na Senhora da Graça, ao triunfar na sétima etapa da Volta a Portugal em bicicleta, com um ataque feliz na subida à Arrábida.

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“Infelizmente, no dia da Senhora da Graça, e por ter passado um dia menos positivo, deitei quase tudo a perder a nível de aspirações por parte da Efapel. Tinha de me redimir perante a equipa. É para isso que serve uma equipa: eles apoiaram-me na devida altura, e eu hoje estou aqui para lhes retribuir com esta vitória”, assumiu o expansivo vencedor, “feliz por ter ganho”, sobretudo após uma Volta a Portugal ‘falhada’ em termos de geral individual.

No momento do seu segundo triunfo na prova rainha do calendário nacional, Carvalho recordou “aqueles 500 metros” em que deitou tudo a perder, reportando-se ao ataque de Amaro Antunes (W52-FC Porto) e Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), respectivamente primeiro e segundo da geral desde a Senhora da Graça, a que não conseguiu responder.

“Se tivesse ido com o Amaro, estaríamos aqui na discussão da Volta a Portugal”, lamentou o ciclista de 30 anos, que na última edição foi quarto classificado e agora está em oitavo, a 02.15 minutos da liderança.

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O triunfo de Carvalho alegrou uma Volta agridoce para a Efapel, que venceu na Torre com Joni Brandão, mas viu os seus dois homens da geral serem penalizados em 20 segundos por abastecimento irregular, e, hoje, o sempre honesto corredor de São Paio de Oleiros quis deixar uma palavra de ânimo ao seu diretor desportivo, ‘responsável’ por essa sanção, a quem dedicou a vitória na última (e agitada) tirada em linha desta edição.

Com a vitória na classificação por pontos ainda em aberto, era expectável que Luís Gomes tentasse recuperar a camisola que Daniel McLay (Arkéa-Samsic) lhe ‘roubou’ na véspera, por apenas um ponto, e, hoje, o português da Kelly-Simoldes-UDO não se poupou a esforços para integrar a fuga do dia, na companhia de Ángel Madrazo (Burgos-BH), Jon Irisarri (Caja Rural), Gavin Mannion (Rally Cycling), Anthony Delaplace (Arkéa-Samsic), Óscar Pelegrí (Feirense), Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport) e Joaquim Silva (Miranda-Mortágua).

Os fugitivos saltaram para a frente da corrida ao quilómetro 25 dos 161 da tirada e nunca conseguiram estabelecer uma margem confortável para o pelotão, comandado pela Nippo Delko Provence e pela W52-FC Porto, sendo alcançados ainda antes da subida ao alto da Arrábida.

Na escalada, classificada como de segunda categoria e com uma extensão de 6,5 quilómetros e uma pendente média de inclinação de 4,6%, António Carvalho (Efapel) endureceu o ritmo, destacou-se do pelotão, que foi ‘encolhendo’ até ao topo, na companhia de Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista).

O duo chegou ao Alto da Arrábida com 15 segundos de vantagem e parecia estar ao alcance do grupo dos candidatos, nomeadamente quando Alejandro Marque (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), sétimo na geral, se destacou na descida a cinco quilómetros do final, usando a técnica de exímio contrarrelogista, para tentar lançar-se até à meta, mas foi inexplicavelmente perseguido pelo próprio camisola amarela.

Com João Rodrigues em dificuldades, e apenas com Gustavo Veloso na roda, Amaro Antunes assumiu o comando do grupo para negar a vitória (ou segundos) ao vencedor da Volta de 2013. Apanhado Marque, o ritmo abrandou momentaneamente e essa ‘pausa para respirar’ entre os favoritos poderá mesmo ter sido decisiva para Carvalho e Fernandes cortarem a meta na frente, já com Luís Gomes, novamente camisola vermelha, na sua roda.

‘Fugitivos’ e candidatos concluíram a tirada nas mesmas 03:40.45 horas, deixando o ‘top 10’ da geral exatamente igual na véspera do contra-relógio de 17,7 quilómetros que, na segunda-feira, vai consagrar o vencedor da edição especial da Volta a Portugal.

É Antunes que vai partir de amarelo, mas o favoritismo pende para o lado de Veloso, e terceiro a 01.13 minutos. Esperando que a camisola que enverga lhe dê forças extras, o algarvio deverá preocupar-se mais com o seu companheiro de equipa, vencedor da Volta em 2014 e 2015, do que com Figueiredo, segundo a 13 segundos. Lusa

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