11 Agosto 2022, Quinta-feira
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Casal acusado de matar mãe adoptiva da arguida remete-se ao silêncio em julgamento

Inspectora PJ revelou que o arguido ajudou a reconstruir o cenário do crime

 

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O casal acusado de matar a mãe adoptiva da arguida, Diana Fialho e Iúri Mata, remeteu-se ontem ao silêncio em julgamento, onde uma inspectora da PJ garantiu que o arguido ajudou a reconstruir o cenário do crime. Foi no Tribunal de Almada, que se iniciou o julgamento de ambos os arguidos, acusados pelo Ministério Público (MP) pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver.

Na audiência, ambos optaram por não depor, apesar do advogado de Iúri Mata ter esclarecido que o seu cliente não estava em condições de o fazer “por estar sob efeito de forte medicação”.

Segundo o despacho de acusação do MP, os arguidos “gizaram um plano” para matar Amélia Fialho, de 59 anos, e, em 1 de Setembro de 2018, ao jantar, colocaram “fármacos” na bebida da vítima que “a puseram a dormir”, tendo desferido “vários golpes utilizando um martelo”, causando a morte da professora.

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Após o homicídio, relata a acusação, os arguidos embrulharam o corpo e colocaram-no na bagageira de um carro, deslocando-se até um terreno agrícola, em Pegões, no Montijo, onde, com recurso a gasolina, “atearam fogo ao cadáver”.

Os arguidos tinham requerido abertura de instrução mas, em Maio, o juiz de instrução criminal (JIC) Carlos Delca, do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro, decidiu levá-los a julgamento nos exactos termos da acusação do MP, por considerar que existiam “indícios mais do que suficientes para os levar a julgamento”.

Neste sentido, a inspectora da PJ que participou na investigação, Fátima Mira, garantiu ontem que foi Iúri Mata que ajudou a “fazer o reconhecimento e reconstituição” do crime, por se encontrar “arrependido na altura”.

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Segundo a inspectora, depois de ter sido encontrado o cadáver carbonizado e efectuadas buscas à residência dos suspeitos, Iúri Mata prescindiu da presença de um advogado e ajudou a PJ a traçar o percurso efectuado, “desde a saída da casa até à bomba de gasolina, ao local onde foi depositado o corpo e depois até à Ponte Vasco da Gama, onde foram atirados bens pessoais da vítima” e “a arma do crime, um martelo”.

 

Roupas ensanguentadas

 

Na busca à habitação, Fátima Mira confirmou que foram encontradas na varanda “roupas de ambos os arguidos com cheiro a lixívia” e algumas delas “tinham sangue”.

Já os documentos de Amélia Fialho encontravam-se escondidos nesta casa e “enrolados em papel higiénico”, relatou a responsável.

Após testes efectuados no momento, segundo a inspectora, também se detectou “sangue humano” na bagageira de uma das viaturas em nome da vítima.

Fátima Mira fez também referência às imagens de vídeo-vigilância da bomba de gasolina, que mostram Iúri Mata a comprar um garrafão de água de cinco litros, o qual encheu posteriormente com gasolina e, Diana Fialho, um pouco depois, a adquirir um isqueiro. Algumas das roupas utilizadas pelos arguidos, nesta ocasião, coincidem com as roupas ensanguentadas.

No seu testemunho, a inspectora apontou ainda as alegadas motivações para este crime, relacionando-se com “meios económicos, nomeadamente com o testamento e a ameaça de retirar o nome de Diana Fialho”.

O estado do cadáver tem levantado algumas dúvidas e, para esclarecer uma das questões da advogada de Diana Fialho, Tânia Reis, o juiz garantiu que “o que consta nos autos é que foi encontrado todo o corpo” e que um dos pés “não ardeu”.

Na sessão, também testemunhou um primo da vítima, que não conhecia os arguidos, o coordenador da PJ de Setúbal, Vítor Paiva, uma inquilina de uma das habitações de Amélia Fialho e o dono do terreno onde foi encontrado o corpo. A arguida está no Estabelecimento Prisional de Tires, enquanto o homem está detido no do Montijo.

 

Lusa

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