23 Maio 2024, Quinta-feira

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“Pequenas empresas precisam de aprender o digital para não serem analfabetos do futuro”

“Pequenas empresas precisam de aprender o digital para não serem analfabetos do futuro”

“Pequenas empresas precisam de aprender o digital para não serem analfabetos do futuro”

Presidente da ACISTDS focado na importância do digital no futuro e em “dignificar” associação e “tudo fazer” para unir sector empresarial da região

 

Com os olhos postos no digital e a sua importância no futuro, Isaú Maia, reconduzido na direcção da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal (ACISTDS), quer reforçar o compromisso de “dignificar a associação e tudo fazer para unir todo o sector empresarial da região”, lutando para “proporcionar mais e melhores meios aos associados”.

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Em entrevista a O SETUBALENSE, o líder reeleito, a 19 de Fevereiro, garante que a direcção da ACISTDS vai “apostar na inovação, na partilha de conhecimentos e no estabelecimento de parcerias com diversas entidades” para dar resposta aos desafios que se colocam ao sector empresarial.

Que avaliação faz do mandato que agora termina?

Apesar de um mau começo no mandato anterior, devido à pandemia, este permitiu que aprendêssemos como gerir em grandes dificuldades. Foi despoletada uma dinâmica diferente ao nível do digital que nos serve de ferramenta neste momento para apetrechar os nossos associados e para lhes dar alguma motivação quanto ao progresso das suas empresas no futuro.

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A aposta no digital é fundamental?

É indispensável que as pequenas empresas tenham uma aprendizagem ao nível do digital, de modo a não serem analfabetos do futuro. Podemos ter um Marketplace, para vendas online e favorecer qualquer pequena empresa que não tem e que está privada de o fazer actualmente, por falta de conhecimento a nível digital, portanto, é muito importante para o futuro.

Quais é que são os principais desafios para estes novos tempos?

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O principal desafio será mesmo digitalizar as empresas. Até aqui nós temos trabalhado mais com os nossos associados, mas chegámos à conclusão de que, com estas dificuldades todas que as empresas têm na sua globalidade temos mesmo de ser, não só os associados, mas também aqueles que não são associados. Isso é muito importante e vai ser a principal novidade e é nisso que vamos apostar.

Vamos fazer a aprendizagem digital, tanto aos nossos associados, como também àqueles que não são. Por isso eu dizia que é preciso unirmos todo o empresariado.

Como é que está a ligação entre a direcção e todas as delegações que existem?

Durante dois mandatos tínhamos só quatro delegações a funcionar, sendo elas Almada, Seixal, Sesimbra e Santiago do Cacém. Havia pelo menos três que não estavam activas. O primeiro objectivo foi dar cobertura a todo o distrito e fazer com que todos os empresários do distrito possam usufruir daquilo que é uma novidade, que é o nosso apoio digital.

O que traçou como principal objectivo para este mandato?

O nosso principal objectivo é dar o apoio a todas as empresas e nível digital. Não só nesse aspecto, mas também a nível municipal. Estamos a fazer protocolos, parcerias com todas as câmaras municipais do nosso distrito, para que, em conjunto com as câmaras, a associação do comércio possa ajudar o comércio do empresariado local.

Até aqui, tanto a associação como as câmaras faziam actividades, mas nunca em conjunto. Todos nós temos de estar em conjunto com o único objectivo de ajudar as pequenas e médias empresas, que são a sustentação da economia local.

Quais as principais mudanças nesta nova direcção?

Existiram algumas divergências entre alguns elementos a. Houve pessoas que não estiveram de acordo, e demitiram-se na altura. Estou a falar de um vice-presidente, que eu considero muito e que gosto muito e penso que provavelmente vai ser um grande elemento no futuro de apoio ao nosso distrito, que é o Pedro Conceição.

Considerou que era preciso ‘sangue novo’?

Sentimos essa necessidade e foi nesse sentido que fui buscar um arquitecto também, que faz parte da nossa direcção, que é o Carlos Matos, que veio para nos dar apoio nas IPSS da associação, para tentarmos fazer a casa do comerciante, para dar apoio às pessoas que quando chegam ao fim de carreira, não têm capacidades económicas para sustentar a velhice de alguma forma.

Como se gerem regiões com características tão diferentes?

Cada região tem uma dificuldade, que pode ser eventualmente diferente, visto que cada comissão directiva, como nós lhe chamamos, tem efectivamente assuntos diferentes para tratar. Eles têm de estar motivados, porque não é fácil de dizer às pessoas de Alcácer do Sal e Grândola, por um lado, e Santiago Cacém e Sines para tratarem dos assuntos empresariais aí no vosso conselho.

Como é que a associação pode crescer ainda mais?

Só pode crescer se nos unirmos todos. Temos de fazer encontros empresariais, motivar todo o empresariado local e cada delegação tem de fazer o seu trabalho. Porque não basta dizer que a sede vai ter de gerir todo o distrito, tem de ser localmente, cada um tem de fazer um esforço. Temos de apoiá-los, incentivá-los e em conjunto com eles vamos tentar fazer melhor e de certeza que dentro de três anos estaremos cá contentes e felizes.

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