Paula Santos questiona ministra da Saúde sobre bebé sem consultas médicas de saúde infantil

Paula Santos questiona ministra da Saúde sobre bebé sem consultas médicas de saúde infantil

Paula Santos questiona ministra da Saúde sobre bebé sem consultas médicas de saúde infantil

Comunistas querem saber se este é um caso isolado, e que medidas pretende o Governo adotar para assegurar as consultas

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) questionou o Governo sobre a situação de um bebé da Baixa da Banheira que terá chegado a cerca de mês e meio de idade sem realizar qualquer consulta médica de saúde infantil, tal como revelou O SETUBALENSE em notícia publicada na semana passada.

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Perante a situação, o PCP considera que, caso se confirme que não se trata de um caso isolado, poderá estar em causa uma falha grave nos cuidados de saúde primários e no cumprimento do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil.

Os comunistas alertam ainda para as implicações do caso à luz do artigo 64.º da Constituição da República Portuguesa e da Lei de Bases da Saúde, que estabelecem responsabilidades do Estado e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na garantia de cuidados de saúde universais, adequados, de qualidade e prestados em tempo útil.

O partido relaciona esta preocupação com a escassez de profissionais de saúde na Península de Setúbal e considera inaceitável que famílias sem resposta no SNS sejam encaminhadas para o setor privado para conseguirem aceder a cuidados primários.

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Através de um conjunto de perguntas dirigidas ao ministério da Saúde, Paula Santos, deputada eleita pelo círculo eleitoral de Setúbal, pretende saber várias questões entre as quais “tem o Governo conhecimento da situação noticiada e que diligências

realizou para garantir o acompanhamento médico desta criança?”

Os deputados questionam também se a situação é isolada ou se existem constrangimentos na Unidade de Saúde da Baixa da Banheira que impeçam o cumprimento das consultas previstas no Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil. Procuram ainda esclarecer se há outros recém-nascidos e crianças até um ano de idade sem acesso às consultas de vigilância nos prazos recomendados na área da Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho.

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Entre as questões apresentadas, o PCP pede ao Governo que justifique o eventual encaminhamento de famílias para o setor privado quando não conseguem obter consultas médicas no SNS e que esclareça se considera esta situação compatível com a Constituição e a Lei de Bases da Saúde.

O grupo parlamentar solicita, por fim, informação sobre as medidas urgentes que o Governo pretende adotar para garantir o acesso às consultas de vigilância infantil e evitar que os recém-nascidos fiquem sem acompanhamento por falta de profissionais ou de capacidade de resposta do SNS.

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