19 Maio 2024, Domingo

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Obra que celebra centenário da APSS homenageia figuras centrais e “nomes esquecidos”

Obra que celebra centenário da APSS homenageia figuras centrais e “nomes esquecidos”

Obra que celebra centenário da APSS homenageia figuras centrais e “nomes esquecidos”

Historiador apresenta livro que evoca centenário da fundação e primeiros anos da Junta Autónoma das Obras do Porto e Barra de Setúbal e do Rio Sado

 

Diogo Ferreira apresentou o seu mais recente livro, escrito no âmbito das comemorações do centenário da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), após realizar uma investigação de natureza historiográfica para encerrar este ciclo comemorativo. A obra, intitulada Junta Autónoma das Obras do Porto e Barra de Setúbal e do Rio Sado – Da fundação à inauguração das modernas infraestruturas portuárias (1923-1934), é o IV volume dos Cadernos do Arquivo e foi apresentada nesta segunda-feira.

Foi no Cais 3 do Porto de Setúbal que o jovem historiador apresentou o seu oitavo livro. Nesta obra Diogo Ferreira evoca o centenário da fundação e primeiros anos da Junta Autónoma das Obras do Porto e Barra de Setúbal e do Rio Sado, deixando também uma “homenagem a duas figuras centrais”, sendo elas Joaquim Brandão e Afonso de Melo Cid Perestrelo, assim como os “nomes que por vezes são esquecidos”, neste caso os três primeiros funcionários da Junta Autónoma, Jose Girão Calheiros, Amílcar Coelho e Guilherme Faria.

Diogo Ferreira, que se dedica há perto de uma década a estudar, a investigar e a escrever sobre o passado da cidade, explicou durante a apresentação que Joaquim Brandão teve a iniciativa de criar a Junta Autónoma. O sesimbrense, que foi deputado republicano nacionalista e consecutivamente eleito pelo círculo de Setúbal nos anos da Primeira República, foi “alvo de um esquecimento nos discursos públicos”, uma vez que “representava o republicanismo democrático parlamentar”, algo que o Estado Novo “jamais poderia apoiar”. Joaquim Brandão foi também uma das pessoas que “mais lutou pela criação do distrito de Setúbal”, explicou o historiador durante a apresentação.

Já Afonso de Melo Cid Perestrelo é o “grande obreiro”, que imaginou a obra com “uma dimensão estratégica de longa duração, muito avançada para a época”. Este posteriormente, como “reconhecimento do trabalho desenvolvido em Portugal”, foi para as antigas colónias de Moçambique e Angola, onde “teve um papel muito importante do ponto de vista de reestruturação de alguns dos portos”.

O historiador também não quis esquecer os três primeiros funcionários da Junta Autónoma. Diogo Ferreira refere na sua obra Jose Girão Calheiros, que chegou a ser presidente da Câmara Municipal de Setúbal, durante apenas quatro dias. Diogo Ferreira enaltece também o trabalho feito por Amílcar Coelho e Guilherme Faria, considerado pelo autor como um jornalista de “grande peso da região”.

Por opção metodológica, o autor preludia com os antecedentes conjunturais da promulgação legislativa citada e através do aceso debate que provocou na comunidade setubalense, prosseguindo com a análise do conjunto de actividades desenvolvidas pelo organismo, passando pelos momentos cerimoniais de início ou término das obras de reestruturação da zona portuária.

Esta investigação teve como objectivos centrais “evocar o processo de execução e edificação das obras do porto de Setúbal”. O trabalho presta ainda homenagem às seis centenas de operários que trabalharam, entre 1930 e 1934.

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