23 Maio 2024, Quinta-feira

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“Objectivo era mostrar um original meu, queria mostrar ao mundo a minha música”

“Objectivo era mostrar um original meu, queria mostrar ao mundo a minha música”

“Objectivo era mostrar um original meu, queria mostrar ao mundo a minha música”

Jovem talento de Setúbal é já considerado compositor e pianista, uma arte que quer levar para o ensino superior

 

Não venceu o Got Talent Portugal mas nem por isso deixou de realizar um sonho: “Tinha esta este objectivo de chegar à fase das galas e mostrar um original meu, eu queria mostrar ao mundo a minha música”.

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Dinis Reis, pianista e compositor de 15 anos, chegou à final do programa transmitido pela RTP e ficou entre os 11 melhores concorrentes, saindo de lá com a sensação de dever cumprido. O programa abriu-lhe portas para que, no futuro, venha a colaborar com músicos – e outros artistas.

Em entrevista a O SETUBALENSE o jovem talento revelou que há mesmo um projecto para juntar concorrentes do programa, de diferentes valências. “Estamos a preparar uma colaboração colectiva elaborada por uma data de concorrentes, não só instrumentistas, como beatbox, rap dança quem sabe”.

O pai, Rui Reis, explica a ideia base para concretizar a proposta. “A ideia era arranjar uma base harmónica de uma composição original dele (Dinis) que desse para ir acrescentando. A ideia é fazer isso com malta do Got Talent Portugal, no fundo, era cada um filmar e depois fazer o mash-up (junção dos clipes) e que tivesse depois essas várias vertentes. Era engraçado perceber essa mistura, mesmo até com a parte dos acrobatas”.

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No canal do YouTube do programa da televisão pública o pianista arrecada o recorde de vídeo mais visto desta edição, atingindo as 18 mil visualizações. “Tive críticas muito positivas, as pessoas adoraram muito a minha composição”.

O original “Êxtase”, que encantou jurdos e público, vai ser gravado, já no próximo mês. “Para o início de Maio tenho a gravação de alguns temas originais meus, mais especificamente um deles sendo o ‘Êxtase’ – que levei à semifinal – porque foi o tema que as pessoas mais gostaram de ouvir, e acho que possa ali ser um sucesso”.

A frequentar o 6.º grau do Conservatório Regional de Setúbal, confessa que o futuro e o ensino superior podem passar pela música, mas não em território nacional. Sobre este assunto, tanto Dinis Reis quanto o pai mostram-se desanimados, por conhecerem a realidade da cultura em Portugal e bem saberem que, na academia, a única formação onde se investe é no ensino.

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“Eu para o ensino superior penso em seguir composição – estou a seguir agora e penso seguir no futuro também – e queria ir para a Universidade de Berkeley (Califórnia)”, explica.

Inspirado por várias correntes musicais, especialmente pelo neoclássico e o contemporâneo, o jovem relata que não há momento certo para a sua inspiração e que há muitos factores que a influenciam. “Várias coisas influenciam a minha inspiração. Inspiro-me ouvir outros pianistas e compositores, através da música deles, às vezes num dia de chuva, outras em dias de sol, num momento mais triste ou num momento mais feliz. Apenas vou ao piano e tiro para fora aquilo que eu sinto, meto isso no piano e é assim que muitas vezes as minhas peças nascem”.

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