19 Junho 2024, Quarta-feira

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‘O Acampamento das Carmens’ ou quando a ópera desce aos grandes públicos

‘O Acampamento das Carmens’ ou quando a ópera desce aos grandes públicos

‘O Acampamento das Carmens’ ou quando a ópera desce aos grandes públicos

Ateliê de Ópera de Setúbal ofereceu noite de casa cheia, na Festa do Teatro, na Escola Secundária D. João II

 

Contrariando a ideia de que as óperas são elitistas, em Setúbal recentemente a ópera desceu à rua, às grandes salas de uma escola, no âmbito do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (FITS), com ‘O Acampamento das Carmens’, numa interpretação do Ateliê de Ópera de Setúbal, da Associação Setúbal Voz, com concepção e direção de Jorge Salgueiro e corporalidade de Iolanda Rodrigues.

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Uma ópera em dois actos, inspirada na Ópera Carmen Habanera do compositor francês George Bizet.

Primeiro acto dedicado às Carmens, numa das salas grandes da Escola D. João II. O público desloca-se pelo jardim.

Segundo acto passado no tribunal, outra sala da escola, liderado pelo juiz e pela Justiça em pleno século XIX, para o julgamento do assassinato de Don José, “filho da mais fina aristocracia sevilhana”, que se apaixonou por Carmen, uma cantora e dançarina cigana muito talentosa na arte da sedução.

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Afinal, quem matou D. José? O tempo? O fogo? Os militares? O desgosto? O bastão? A mulher soberana? O touro? O próprio deus Saturno? A própria Carmen? A religião? Uma cigana? Ou será que foi o Diabo?

Os réus apresentaram a sua defesa com voz firme e bem afinada, numa noite com casa cheia na Escola Secundária D. João II e com um público muito animado que aplaudiu de pé! Um ambiente de festa como são sempre as grandes óperas populares no meio de grandes multidões que se interrogam “Quem Matou Dom José?”.

 

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Sinopse:

“Nas mãos, há quem veja linhas de vida. Evi­dên­cias para videntes qui­ro­man­tes. Para comuns será mistério ou es­pe­cu­la­ção, mas sempre um lado oculto da lua. Um acam­pa­mento singular, uma ocupação talvez. Carmens que nos leem as linhas, os destinos, os fados, os en­con­tros. Tão mis­te­ri­oso este nosso destino: chegámos cinco minutos antes da hora e con­ver­sa­mos com alguém que nos vi­a­bi­liza um trabalho que muda as nossas vidas.

Tran­ca­dos no meio do trânsito perdemos o voo dum avião que se despenha. Aquele pequeno acidente de carro em que conheces o amor da tua vida. Pequenos nadas que podem mudar ra­di­cal­mente a nossa vida. Per­cur­sos, linhas que poderiam ser outras, mas que mis­te­ri­o­sa­mente são estas. Es­pe­tá­culo com várias linhas de percurso: o seu percurso é único.”

 

Ficha técnica e artística:

Interpretação: Ateliê de Ópera de Setúbal, Conceção e direção: Jorge Salgueiro, Corporalidade: Iolanda Rodrigues, Duração aproximada: 60 min, Classificação etária: M/6

 

Observação de Teatro:

José Gil – Professor Adjunto de Teatro da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal Actor e Encenador

Maria Simas – Actriz do Teatro do Politécnico IPS e Mestranda

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