13 Junho 2024, Quinta-feira

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Municípios de Setúbal não esperam problemas imediatos no aquífero do Tejo mas querem mais informação

Municípios de Setúbal não esperam problemas imediatos no aquífero do Tejo mas querem mais informação

Municípios de Setúbal não esperam problemas imediatos no aquífero do Tejo mas querem mais informação

AIA diz não prever um rebaixamento estrutural dos níveis piezométricos do aquífero da Bacia do Tejo a curto ou médio prazo

 

Os municípios de Setúbal querem aprofundar o conhecimento do aquífero da Bacia do Tejo, que abastece toda a região, embora não antecipem problemas imediatos na captação de água devido à seca que afecta toda a região e o país.

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Contactada pela agência Lusa, a Associação Intermunicipal de Água da Região de Setúbal (AIA), que representa os municípios de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, disse que não se prevê um rebaixamento estrutural dos níveis piezométricos (altura entre a superfície do terreno e o lençol de água subterrâneo) do aquífero da Bacia do Tejo a curto ou médio prazo.

A AIA admite, no entanto, que o eventual aumento do consumo de água, bem como a previsível alteração do clima, com cenários que apontam para redução de pluviosidade, com concentração do período de chuvas e incremento da temperatura, constituem motivos de preocupação para o futuro.

Para fazer face a esses cenários, de alterações climáticas e aumento do consumo de água, os municípios da Península de Setúbal que integram a AIA defendem que é prioritária a criação do Sistema Intermunicipal de Abastecimento Público de Água em Alta, que tem como objectivo a gestão conjunta das necessidades hídricas do abastecimento público.

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Aqueles municípios defendem, por outro lado, que a exploração do aquífero da Bacia do Tejo, o maior de todo o território nacional, deve ser progressivamente deslocada para o interior da zona nordeste da Península de Setúbal, acedendo a zonas com boa produtividade e poupando as zonas com risco de sobreexploração e salinização.

De acordo com a AIA, foi já definido como objectivo intermunicipal imediato um aumento da capacidade de acompanhar e monitorizar o aquífero, designadamente a evolução da piezometria da massa de água no território da Península.

Nesse sentido, a AIA adianta que já está a desenvolver esforços para a criação de um grupo de trabalho que envolva meios próprios, bem como de parcerias, quer com a autoridade que gere a Bacia do Tejo, quer com outros parceiros de âmbito científico e técnico, com o objectivo de melhorar a robustez da informação que os municípios têm ao seu dispor para a formação das políticas públicas, no âmbito das suas competências que implicam o uso dos recursos hídricos.

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