23 Maio 2024, Quinta-feira

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Mulheres de pincéis em punho coloriram mural no Largo Eduardo Maria Duarte

Mulheres de pincéis em punho coloriram mural no Largo Eduardo Maria Duarte

Mulheres de pincéis em punho coloriram mural no Largo Eduardo Maria Duarte

Frases escritas por dezenas de participantes ilustraram parede onde também se pintaram cravos e abelhas

 

Desde domingo que há novas cores num grande muro situado no Largo Eduardo Maria Duarte, no Bairro 2 de Abril, onde várias mulheres transportaram os seus maiores desejos, através da arte.

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A ideia teve como base a frase “Liberdade, querida liberdade. O nosso chão tem sonhos e vontades”, escrita e cantada por Cátia Oliveira (A Garota Não) na sua música “Canção a Zé Mário Branco”, um verso que aparece com maior ênfase no muro com cerca de 200 metros quadrados cedido pela Junta de Freguesia de São Sebastião, que apoiou a iniciativa do projecto “Histórias que as Paredes Contam”.

Cátia Oliveira também participou na actividade, que juntou dezenas de mulheres durante todo o dia – entre as 10 e as 19 horas –, às quais se juntaram também Freya Dutta, Lala Berekai e Dília Fraguito Samarth, mulheres cujas raízes dos seus trabalhos estão na cidade de Setúbal.

“Esta terra ainda vai cumprir o seu ideal”, “Abril com tod(os) e para todas e todos”, “O meu corpo minhas escolhas”, são algumas das frases inscritas em favos de mel criados com o propósito de as participantes puderem dar asas à imaginação e deixar o seu contributo de forma escrita. Grandes cravos vermelhos e abelhas ilustram também a pintura que se prolonga por todo o muro.

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Inserida no “Março Mulher” e no programa “Venham Mais Vinte e Cincos” que comemoram, respectivamente, o Dia Internacional da Mulher e os 50 Anos da Revolução dos Cravos, a actividade dirigida especificamente ao público feminino contou com uma grande adesão ao longo de todo o dia.

Mulheres, de todas as idades, foram aparecendo no decorrer das pinturas, apetrechadas com pincéis e trinchas, para fazerem parte do produto final que agora dá outra cor ao Largo Eduardo Maria Duarte.

“A associação feminino/liberdade faz pleno sentido no mês em que mulher tem o seu Dia Internacional e no ano em que a Revolução dos Cravos celebra o seu cinquentenário. E, dada a frase escolhida, que melhor bairro para a receber do que o 2 de Abril, onde cresceu a sua autora”, considerou Helena de Sousa Freitas, coordenadora do projecto “Histórias que as Paredes Contam”, em nota de Imprensa enviada à redacção de O SETUBALENSE.

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