23 Julho 2024, Terça-feira

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Grupo de Grândola cria iniciativa “Pão Solidário” para quem não pode sair de casa

Grupo de Grândola cria iniciativa “Pão Solidário” para quem não pode sair de casa

Grupo de Grândola cria iniciativa “Pão Solidário” para quem não pode sair de casa

Miquelina, António e Rúben deixaram os seus empregos e dedicam-se a produzir pão para profissionais e pessoas vulneráveis

 

 

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Em Grândola, três amigos deixaram os seus empregos e resolveram arranjar uma maneira de contribuir para o bem-estar da população do concelho. Desta forma, nasceu a iniciativa “pão solidário”, que se dedica a entregar pão aos idosos e aos profissionais que se encontram na linha da frente ao combate do vírus Covid-19.

O trio, constituído por Miquelina Fialho, António Sobral e Rúben Marques, assegura a entrega do produto cozido em forno de lenha de porta em porta, com a ajuda da Junta de Freguesia local. As fornadas, a sair às 09h00 e às 12h00, têm como objectivo fazer com que as pessoas permaneçam em suas casas. Por sua vez, a entrega aos profissionais é realizada através do portão de casa de Rúben Marques, local onde é cozido o pão. Distribuído de forma gratuita, só contribui quem o pode fazer, através da entrega de um euro, valor simbólico para a compra de mais materiais, ou através da doação dos próprios produtos.

“A ideia surgiu numa conversa entre os três, na qual queríamos arranjar uma maneira que facilitasse os mais idosos a adquirirem bens essenciais. Ponderámos fazer as compras por eles, mas acabámos por perceber que não seria o caminho mais viável. Optámos, então, por fazer o pão. Deixámos tudo para trás e seguimos com o projecto”, revela Rúben Marques a O SETUBALENSE.

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Inicialmente, “a ideia era só fazer pão para a população mais velha e aos mais carenciados”. Porém, “adicionámos a hipótese de fazermos também para todos os profissionais de saúde, autoridades, bombeiros, camionistas e para aqueles que trabalham na linha da frente contra o vírus”, acrescenta.

A acção, planeada para acontecer até que a pandemia comece a desaparecer e que a população necessite do serviço, arrancou no dia 19 de Março. Antes de começarem com a iniciativa, Rúben Marques trabalhava como empresário, procedendo ao fecho da empresa por tempo indeterminado. Por sua vez, Miquelina Fialho dedicava-se às limpezas, mas optou por abdicar do ordenado. Já António Sobral, assistente operacional, encontra-se dispensado do serviço, mas sempre com a possibilidade de regressar a qualquer momento.

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