12 Junho 2024, Quarta-feira

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Escultor sadino representa arte da cidade na Bienal de Montreux

Escultor sadino representa arte da cidade na Bienal de Montreux

Escultor sadino representa arte da cidade na Bienal de Montreux

Pedro Marques, um “filho de Setúbal”, é um dos escolhidos entre 40 artistas de todo o mundo para participar na prova na Suíça

 

Pedro Marques volta a representar a cidade de Setúbal na Bienal de Montreux, na Suíça, pelo escultor Pedro Marques. A oitava edição deste evento, que conta com mais de 40 artistas de vários cantos do mundo, tem novamente a presença do escultor que só quer “devolver à cidade tudo o que ela fez” por ele.

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“Manto Terrestre” é a escultura que Pedro Marques, um dos embaixadores da cidade do Sado, escolheu apresentar em 2023. Esta escultura reflecte a ligação entre os materiais utilizados na sua construção e o planeta. A forma como o ferro foi moldado lembra uma espécie de tecido, levando a “este jogo de palavras” sobre uma das camadas da Terra, o manto. Embora estas camadas tenham sido criadas há milhões de anos, elas são “parte integrante da vida no nosso planeta” e “fornecem muitos recursos”, como os materiais (re)utilizados para esta escultura, explica Pedro Marques.

Em declarações a O SETUBALENSE, Pedro Marques, descreve-se como um filho da cidade, revelando uma enorme paixão por Setúbal. “Tudo o que possa fazer pela cidade eu faço, quanto mais longe poder levar o nome da cidade mais feliz fico”, refere, acrescentando. “A cidade já fez tanto por mim, tudo o que eu puder fazer pela cidade deixa-me muito feliz”.

Quanto ao seu percurso, o escultor explica que é uma pessoa que “vai à luta” e trabalha muito pela sua sorte, pegando nas palavras da recente vencedora de um globo de ouro, A Garota Não. “É como diz a nossa artista de Setúbal, há quem tenha muita sorte, mas a sorte a mim tem-me dado muito trabalho”.

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O escultor Pedro Marques foi o primeiro português a ser distinguido na bienal de Montreux, ao vencer a sexta edição, em 2019, com uma escultura em ferro, com 4,5 metros de altura, representando uma garrafa de moscatel.

Relativamente a uma possível conquista do prémio na Bienal de Montreux, o escultor assegura que “este ano será mais difícil”, considerando que a concorrência está mais forte. “No ano em que venci a peça era mais figurativa, era mais fácil para as pessoas identificarem daquilo que se tratava, algo que não acontece com tanta facilidade com a peça deste ano”.

Em 2021, apresentou na bienal helvética o “Arrábida Fish’”, escultura feita em ferro que, além de remeter para a “paisagem que constitui a realidade da cidade, ladeada pela Serra da Arrábida e pelo estuário do Sado e uma baía na frente ribeirinha”, estabelece uma correlação com a “necessidade de protecção dos ecossistemas”.

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O artista sadino, além de participar na Bienal de Montreux, tem o seu trabalho presente, com duas peças, na exposição Ailyos Art and Nature 2023, sendo que esta mostra está patente até 22 de Outubro, na Suíça.

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