19 Junho 2024, Quarta-feira

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Escola Secundária Lima de Freitas arranca semana com greve geral

Escola Secundária Lima de Freitas arranca semana com greve geral

Escola Secundária Lima de Freitas arranca semana com greve geral

Comunidade educativa manifestou-se junto aos portões do estabelecimento de ensino

 

Os professores, assistentes operacionais e técnicos da Escola Secundária Lima de Freitas, em Setúbal, voltaram ontem a estar em greve, realizada com um “gosto amargo” devido à nova decisão da Comissão Arbitral, nomeada pelo Ministério da Educação, que consiste na obrigatoriedade de garantir “os serviços mínimos” nos estabelecimentos escolares, o que “impossibilita a paralisação completa”.

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Um protesto que levou também a não haver aulas na Escola Secundária D. João II, em Setúbal. Por se tratar de uma greve generalizada, a Lima de Freitas não teve condições de começar, nem de prosseguir, com as aulas, o que fez com que os alunos tivessem de abandonar o recinto.

Os professores e os restantes participantes, apesar de terem continuado dentro das imediações, depressa saíram até aos portões para fazerem ouvir as contestações da actual insatisfação que sentem.

A união de todos os que leccionam e trabalham naquele estabelecimento de ensino era visível, com a voz comum de todas as reivindicações que acompanham a comunidade educativa desde Dezembro a pairar entre os presentes.

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“Existem muitas dúvidas em relação àquilo que são os serviços mínimos, já que estes dependem essencialmente da escola e dos técnicos que cada uma possui. Em princípio terão de ser as direcções de cada instituição a decidir como é que esses serviços vão funcionar”, explicou Hélder Abrantes, delegado sindical do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), a O SETUBALENSE.

O delegado sindical acrescentou ainda que “greves e outras formas de luta alternativas” estão a ser ponderadas, de modo a ser entendido quais são as opções futuras de se fazer ouvir o “mal-estar e as contestações” da comunidade educativa.

Já Paula Ribeiro e Maria João, assistentes técnicas, em conjunto com Cristina Uliana, assistente operacional, revelaram a O SETUBALENSE que a decisão tomada pela Comissão Arbitral é uma “limitação ao direito de greve muito séria”, visto que a escola “tem o papel de educar pela liberdade” e que é “impossível o fazer, já que estão a retirar a própria liberdade” da comunidade educativa.

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Enquanto isso, Sandra Resende, professora de matemática há 20 anos, levantou a problemática da “ausência de ajuda de custos” a docentes que se deslocam para fora das suas áreas residenciais e que este factor, “onde os professores andam com a casa às costas”, é uma “violência extrema”, pelo que as famílias “não estão dispostas nem têm de ser obrigadas” a deslocar-se para as zonas onde os professores são destacados.

O critério imposto pela Comissão Arbitral irá entrar em vigor esta quarta-feira, pelo que daí em diante, apesar de os alunos estarem sujeitos a não terem aulas devido à greve dos professores, as escolas irão estar abertas com serviços ainda por revelar.

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