Dia Mundial do Animal celebra-se com 5 milhões em casa e 930 mil na rua

Dia Mundial do Animal celebra-se com 5 milhões em casa e 930 mil na rua

Dia Mundial do Animal celebra-se com 5 milhões em casa e 930 mil na rua

Mais de 50% dos lares têm pelo menos um animal de estimação. Gatos errantes são 830 mil. Voluntários preciosos para o CROAC de Setúbal

O 4 de Outubro foi adotado universalmente em 1931 como Dia Mundial do Animal, durante um congresso internacional de proteção animal realizado, em maio, em Florença, Itália. Mas a data foi criada seis anos antes, em 1925, pela mão do escritor alemão Heinrich Zimmermann, com uma primeira celebração que juntou cerca de cinco mil pessoas no Palácio dos Desportos de Berlim, a 24 de março, face à indisponibilidade de o evento ser acolhido naquele espaço a 4 de outubro. Esta última, de resto, foi a data escolhida desde a primeira hora por coincidir com o Dia de São Francisco de Assis, considerado o Santo Padroeiro dos animais e da ecologia – reza a lenda que Francisco tinha a capacidade de falar com os bichos e de os acalmar…

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Este ano, as comemorações do Dia Mundial do Animal vão decorrer sob o lema: “Veja o Mundo através dos seus olhos”. Um slogan feliz, que vai ao encontro de uma outra premissa: eles (os animais) não têm voz, mas têm direitos.

De acordo com dados do Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC), existem em Portugal 4 milhões de animais de companhia registados com microchip, mas esse número ultrapassa a casa dos 5 milhões segundo os estudos estatísticos de mercado. E o cão é o animal que recolhe maior preferência: cerca de 3 milhões de registos contabilizados pelo SIAC.

Fora deste universo, um censo nacional de 2023, encomendado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ao Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, apontava para a existência de 930 mil animais errantes, 830 mil dos quais gatos.

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Em Setúbal, segundo o município, durante as campanhas CED (Capturar, Esterilizar e Devolver) “chegam a ser capturados e esterilizados 40 a 50 gatos” no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia (CROAC). Um processo que conta com “uma grande ajuda” da rede local de voluntários. “São uma grande ajuda nas capturas. Esta ajuda permite que os nossos colegas tratadores tenham mais disponibilidade para tratar de todas as situações nas quais eles são fundamentais, tanto nas instalações do CROAC como nos serviços exteriores existentes”, admite a autarquia.

Além disso, frisa, os voluntários assumem outro precioso papel. “São também uma ajuda muito importante nos passeios regulares dos nossos cães, que na realidade são mais do que simples passeios. São saídas regulares que ajudam muito na sociabilização, na educação e na avaliação da relação entre eles, o que nos permite agrupá-los em famílias, rentabilizando a utilização dos nossos parques de areia”, explica.

O número de animais errantes “continua a estar muito relacionado” com o abandono a que são votados durante o Verão. “Devido à grande quantidade de cidadãos que vai de férias e muito por falta do planeamento que é exigido quando se tem um animal de companhia – situação que atualmente se pode evitar, pois já existe uma quantidade razoável de alojamentos de animais ou, em alternativa, locais de férias que os aceitam”, lembra. “Outra situação relacionada com o abandono são as dificuldades económicas, que por vezes surgem de forma inesperada, o que causa algum desespero nas pessoas”, conclui a edilidade.

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Quanto a animais selvagens, em Portugal são monitorizadas centenas de espécies protegidas – no último relatório do Estado do Ambiente foram avaliadas 342 espécies de fauna e flora.

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