23 Maio 2024, Quinta-feira

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Aumento dos preços das viagens para Troia dá mote a mural do Livramento

Aumento dos preços das viagens para Troia dá mote a mural do Livramento

Aumento dos preços das viagens para Troia dá mote a mural do Livramento

Último projecto demorou sete horas a ser produzido. Exposição no IPS encerra iniciativa que pintou paredes da cidade

 

“Tróia tão perto, tão longe! Há 16 anos a ver navios”, a frase está inscrita numa parede na zona do Baluarte do Livramento e espelha a reivindicação de centenas de utentes que se queixam do crescente aumento dos preços na travessia Setúbal – Troia através do ferryboat.

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Uma família olha uma praia de longe, onde também se vêem prédios e elementos da natureza, estes são também componentes que ajudam a ilustrar o mural que é o último desenvolvido pelo projecto “Histórias que as paredes contam”, coordenado por Helena de Sousa Freitas.

“Uma diferença de 7,95€ que equivale a um aumento de quase 700%, quando o salário médio nacional registou, no mesmo período, uma subida de pouco mais de 50%”, expressou a coordenadora à margem da pintura do último painel que, para estar concluído, demorou sete horas do último sábado, 27 de Abril.

Cerca de uma dezena de pessoas estiveram juntas a produzir o trabalho que mostra que “milhares de setubalenses que cresceram a passar os Verões em Tróia vêem ser-lhes vedado – não por barreiras físicas, mas pela barreira económica – o acesso a uma praia que, embora geograficamente parte de outro concelho, sempre sen- tiram como sua”, descreve a responsável, em nota de Imprensa enviada à redacção de O SETUBALENSE.

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O assunto, dos elevados custos dos bilhetes da viagem que é assegurada pela empresa AtlanticFerries, concessionária do transporte fluvial de passageiros e viaturas entre Setúbal e Tróia, já tinha sido levanto pelos presidentes das câmaras municipais de Setúbal, Grândola e Alcácer do Sal que, em Setembro, pediram a inclusão da travessia no passe Navegante.

Para fechar a ronda de conferências e murais pintados, da iniciativa “Histórias que as Paredes Contam – 50 anos de Muralismo em Setúbal” que já dura há cerca de meio ano, está patente, até 10 de Maio no átrio da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE-IPS), a exposição “Paredes limpas, povo mudo”. Esta é uma exposição de meia centena de fotografias de autores como António da Paixão Esteves, Helena de Sousa Freitas, Joaquim Torres, José Luís Costa, Leonardo Silva, Luís Humberto Teixeira e Nuno Neves.

“O encerramento de fábricas na região, a co-incineração na Arrábida, e a elitização de Tróia” são alguns dos temas da mostra.

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