APA emite Declaração de Impacte Ambiental desfavorável ao projeto da Mina da Lagoa Salgada

APA emite Declaração de Impacte Ambiental desfavorável ao projeto da Mina da Lagoa Salgada

APA emite Declaração de Impacte Ambiental desfavorável ao projeto da Mina da Lagoa Salgada

Autarcas Luís Vital Alexandre e Clarisse Campos congratulam-se pela decisão tomada esta sexta-feira

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu, esta sexta-feira, uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável ao projeto da Mina da Lagoa Salgada. Sobre este, que é um assunto debatido há vários meses nestes dois municípios, Luís Vital Alexandre e Clarisse Campos, presidentes das autarquias de Grândola e Alcácer do Sal, respetivamente, congratulam-se.

- PUB -

“Naturalmente que a APA fez a sua avaliação técnica e científica do projeto e, com base em critérios objetivos e rigorosos, tomou a decisão de inviabilizar este projeto. Mas é bom recordar que nunca teríamos chegado aqui se, no tempo certo, a Câmara de Grândola tivesse feito o que fizemos agora: tomar uma posição fundamentada, falar com as entidades certas, entregar posições políticas, por unanimidade, com base em pareceres técnicos. Esta Câmara não é contra projetos de investimento. Mas temos de ser exigentes com os investimentos que chegam ao nosso território. Temos de garantir a sustentabilidade dos recursos e salvaguardar o legado social, económico e ambiental que estamos a construir para as gerações futuras. A nossa forma de atuação, e a minha em particular, é a de não fugir dos problemas. É enfrentá-los e defender a posição que acho mais equilibrada em cada momento. Foi assim com este projeto e será assim com outros”, refere o autarca de Grândola, tal como se lê em informação enviada a O SETUBALENSE.

No comunicado emitido esta sexta-feira pela agência sabe-se que as razões que levaram ao ‘cartão vermelho’ prendem-se com o projeto continuar a “comportar impactes negativos muito significativos, nomeadamente ao nível dos recursos hídricos, fator determinante para a avaliação”. Já em relação à consulta pública, refere a APA, os contributos revelaram “uma posição de forte contestação ao projeto, transversalmente defendida por cidadãos, autarquias, organizações ambientais, associações e empresas”.

Já Clarisse Campos esclarece que a decisão tomada é a mais correta porque tem em conta as populações de ambos os concelhos.

- PUB -

“Entendemos que o projeto apresentava muitos riscos, o abate de extensas áreas de montado de sobro e a possibilidade de impactos nas captações de água que abastecem as populações de Vale de Guizo, Mil-Brejos Batão, Rio de Moinhos e Torrão, não representando, na nossa opinião, uma mais-valia para o nosso território”.

Partilhe esta notícia
- PUB -

Notícias Relacionadas

- PUB -
- PUB -

Apoie O SETUBALENSE e o Jornalismo rumo a um futuro mais sustentado

Assine o jornal ou compre conteúdos avulsos. Oferecemos os seus primeiros 3 euros para gastar!

Quer receber aviso de novas notícias? Sim Não