Greve dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul registou uma adesão de 100%

Greve dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul registou uma adesão de 100%

Greve dos trabalhadores da Metro Transportes do Sul registou uma adesão de 100%

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Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses assegura terem sido apenas realizados serviços mínimos

“Está a ser o que se esperava. A greve é de 100%, os trabalhadores estão a aderir em massa. Toda a circulação está parada, tendo sido cumpridos apenas os serviços mínimos na linha 3 (Cacilhas-Universidade) entre as 07:00 e as 09:00”, disse à Lusa o presidente do sindicato, António Barata Domingues.

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Os trabalhadores da Metro Transportes do Sul estão em “greve total” hoje e quarta-feira, reivindicando uma atualização salarial que “tenha em conta a perda de poder de compra” e melhores condições de trabalho, segundo o sindicato dos maquinistas.

A paralisação terá diferentes modalidades entre hoje e o dia 27 de outubro.

Para hoje e quarta-feira está prevista uma “greve total”, sendo que, a partir de quinta-feira e até 27 de outubro, a paralisação será às “duas últimas horas dos períodos de trabalho iniciados nestes dias”, de acordo com o sindicato.

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No âmbito dos serviços mínimos decretados até dia 27 será assegurada a circulação na linha 3 (Cacilhas/Universidade) entre as 07:00 e as 09:00 e entre as 17:00 e as 19:00.

Os clientes que habitualmente utilizam a linha 2 (Corroios/Pragal) deverão efetuar transbordo na paragem “Bento Gonçalves”, de forma a prosseguir a sua viagem através das linhas 1 e 3.

Numa nota enviada à agência Lusa, o conselho de administração da empresa, que serve os concelhos de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, considerou a greve “desproporcional num quadro de abertura negocial permanente e num contexto de total disponibilidade para o diálogo e de implementação de melhorias efetivas que têm vindo a ser garantidas nas condições de trabalho dos trabalhadores da MTS, em particular dos Operadores de Condução”.

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Já o SMAQ adiantou que a greve foi convocada na sequência da ausência de resultados concretos nas negociações de um novo Acordo de Empresa, tendo a decisão sido tomada pelos trabalhadores reunidos em plenário “após cerca de dois anos e meio de negociações sem que tenha sido possível alcançar um entendimento que responda às suas reivindicações”.

Em causa, segundo a estrutura sindical, “está a necessidade de melhorar as condições de trabalho, assegurar uma atualização salarial que tenha em conta a perda de poder de compra e garantir que as matérias relativas à organização do trabalho sejam objeto de negociação coletiva, em vez de decisões unilaterais da empresa”.

O presidente do SMAQ disse à Lusa que os trabalhadores pedem propostas concretas para a negociação e “não a aplicação de normas não negociadas” e apelam ao Governo que faça a mediação entre as duas partes.

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