1 Março 2024, Sexta-feira
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Veleiros atacados por orcas em Sesimbra e Sines ficam sem leme

Nas duas interacções dos animais com as embarcações não houve registo de feridos

 

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Dois veleiros foram atacados por grupos de orcas, em Sesimbra e em Sines, no espaço de dois dias – entre os dias 9 e 11 de Agosto – e houve necessidade de serem rebocados para os respectivos portos pelo Instituto de Socorro a Náufragos depois de os animais terem partido os lemes. Nenhum dos tripulantes teve necessidade de assistência hospitalar.

A primeira interacção decorreu a 9 de Agosto e foi filmada por tripulantes que seguiam a bordo do veleiro Santa Bárbara, com a bandeira de Leixões, ao largo de Sesimbra. O veleiro foi alvo de uma aproximação por parte um grupo de orcas, quando se preparava para dar entrada no porto sesimbrense.

De acordo com Marco Serrano Augusto, comandante da Polícia Marítima de Setúbal, o alerta foi dado perto das 19 horas de sábado. “O skipper disse que em 20 anos de navegação, nunca tinha interagido com orcas”, referiu o comandante, acrescentando que nenhum dos tripulantes sofreu ferimentos.

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No vídeo, publicado nas redes sociais, pode ver-se um grupo de orcas a circundar o veleiro durante vários minutos. É referido que o skipper realizou o protocolo para lidar com orcas, desligar o motor, e, se a interacção persistisse, engrenar a marcha à ré, e pedir socorro.

A embarcação da Estação Salva-Vidas de Sesimbra, do Instituto de Socorro a Náufragos, acorreu ao local, e à chegada as orcas já se tinham afastado do veleiro que acabou por ser rebocado para Sesimbra, sem parte do leme.

Dois dias depois, nova interacção, em Sines. Um veleiro com bandeira alemã e um tripulante de nacionalidade neerlandesa foram alvo de um ataque por um grupo de orcas e, tal como o ocorrido em Sesimbra, ficou sem leme.

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Luís Duarte, comandante da Polícia Marítima de Sines, refere ter recebido o alerta pelas 18h30 de dia 11. “Foi empenhada a embarcação da Estação Salva-Vidas de Sines e o veleiro foi rebocado para o porto de Sines com danos no leme”. Tal no episódio que ocorreu dois dias antes, o tripulante não ficou ferido.

As razões das aproximações entre as orcas e os veleiros continua a ser um mistério para a comunidade científica que compõe o grupo Orca Atlântica, que junta biólogos de Portugal, Espanha e França. Sabe-se que são 37 os animais que navegam pela costa portuguesa em seis grupos, seguem a migração do atum entre toda a costa entre o norte de Espanha e o Estreito de Gilbraltar.

As interacções que muitos tripulantes consideram ser ataques aos lemes das embarcações começaram em 2020, e apesar de ainda não existir uma explicação para o porquê deste comportamento, têm sido mais frequentes e perigosas, de 17 em 2020 para 62 no ano passado, quando houve registo de dois naufrágios, um em Sines e outro na Figueira da Foz.

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Associação Naval de Lisboa (ANL) criaram um protocolo de segurança para o caso de interacção de barcos com orcas. As duas entidades recomendam que quando houver contacto entre os animais e os barcos, a tripulação “imobilize a embarcação e deixe o leme solto” ou “engate a marcha à ré e navegue assim durante o tempo considerado necessário, sem mudanças bruscas de direcção”.

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