5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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Professora do Politécnico de Setúbal participa na criação de jogo que desmistifica a gaguez

Helena Germano é uma das cinco autoras da nova ferramenta lúdica, que “promete abordar a problemática sem preconceitos”

 

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A docente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e investigadora na área da Terapia da Fala, Helena Germano, é uma das cinco autoras de “um novo jogo que promete abordar, sem preconceitos ou estereótipos, a problemática da gaguez”.

Em comunicado, a instituição explica que a ferramenta lúdica “Comunicartas– Um jogo sobre a gaguez” é lançada amanhã, “dia 22, em Lisboa, como forma de assinalar o Dia Internacional de Consciencialização para a Gaguez”.

“Este jogo propõe-se a desenvolver uma representação social menos estigmatizante da gaguez e da pessoa que gagueja, aumentando o conhecimento sobre a condição e sugerindo atitudes comunicativas não penalizadoras para a pessoa que gagueja”, explica Helena Germano, docente da licenciatura em Terapia da Fala na Escola Superior de Saúde, citada na mesma nota.

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O jogo, apresentado pelas 16h30 na loja Didatic Príncipe Real, em Lisboa, foi desenvolvido “pela editora Edicare, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala (SPTF), que recorre à evidência científica para dar a conhecer a gaguez e como contributo para a aceitação desta perturbação da fluência da fala, não só por parte da pessoa que gagueja, como também dos parceiros comunicativos”.

Composto por 38 cartas, o jogo baseia-se “na experiência clínica e de docência das cinco autoras envolvidas, que integram o Departamento de Fluência da SPTF, permitindo constatar quais as necessidades das pessoas que gaguejam e da sociedade em geral”.

De acordo com Helena Germano, também vice-coordenadora do Departamento de Fluência da SPTF, “um diagnóstico atempado e correcto permitirá verificar se é necessário uma intervenção em Terapia da Fala e que os familiares e a escola possam receber orientações para facilitar a comunicação da criança e prevenir situações de evitamento comunicativo, por medo ou vergonha de falar”.

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Além disso, a co-autora alerta ainda “para a importância de uma avaliação precoce dos sinais da gaguez, que surge em cerca de 10% das crianças de ambos os sexos, com início mais frequente entre os 2 e os 4 anos de idade”.

Com uma taxa de prevalência em adultos de cerca de 1%, a gaguez tem maior “incidência na população masculina (3 a 4 homens para 1 mulher) e pode gerar constrangimentos, sobretudo se a reacção dos interlocutores for negativa e desrespeitosa”.

“Gera pensamentos negativos e reacções emocionais que conduzem a limitações nas actividades e restrição na participação social, afectando a liberdade relacional e comunicativa do indivíduo e, consequentemente, a sua qualidade de vida”, remata a docente do IPS.

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