24 Fevereiro 2024, Sábado
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Movimento das Mulheres acompanha Quinta da Princesa com projecto humanista

O núcleo do Seixal do Movimento Democrático das Mulheres (MDM) tem em mãos o projecto “Na Quinta da Princesa as Mulheres Contam”, iniciado em 4 de Outubro de 2021 e que se prolonga até 31 de Agosto de 2022.

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“No âmbito do projecto, tentamos articular questões de saúde com outras de índole urbanística, social ou ambiental”, explicam Regina Marques e Carolina Leão, dirigentes do MDM.

O projecto, que se enquadra no programa nacional de Bairros Saudáveis, goza também do apoio da Câmara Municipal do Seixal, através do PRR, e de “outras organizações que se mexem”, como a AMUCIP (Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas). Ao projecto juntaram-se ainda a Junta de Freguesia de Amora, o CAPA (Centro de Assistência Paroquial de Amora e o ACSAS (Agrupamento dos Centros de Saúde de Almada e Seixal).

Segundo as dirigentes do MDM, é necessário “articular as vivências pessoais, fazer do projecto uma coisa viva, concreta e objectiva da vida do bairro”, de modo a conduzi-lo para a “melhoria das condições de habitação e da vida social”. É que as “mulheres são capazes de identificar os problemas e propor uma solução”. Apesar das dificuldades, o MDM “diagnostica a força participativa do bairro”.

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Os problemas são de vária natureza, mas os mais prementes são os habitacionais. Um terço dos prédios do bairro pertencem ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU). O MDM “está a tentar mobilizar as mulheres da Quinta da Princesa para a constituição de condomínios”, dizem Regina Marques e Carolina Leão.

No quadro do projecto, o MDM procura ainda, com o apoio de enfermeiras especializadas, que as mulheres se debrucem sobre problemas da saúde “mal tratados, como o planeamento familiar ou a menstruação”, mas também outros, como a má alimentação ou a diabetes, que afecta grande percentagem daquela população do sexo feminino.

“Quando aquelas mulheres assimilam o sentido de comunidade, convivem e abrem-se à possibilidade de diálogo”, fomentando a busca da identificação dos problemas e os caminhos para a sua resolução. “As comunidades entroncam-se e dessa interdependência nasce grande riqueza”.

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Contam as duas dirigentes que algumas das mulheres do bairro só falam crioulo, mas sentem necessidade de aprender português para tratarem pessoalmente das questões que as afligem”.

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