11 Agosto 2022, Quinta-feira
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Arranque da operação rodoviária Carris Metropolitana na Área 3 recolhe opiniões entre o sim e o não

Os novos amarelos já estão a circular. Há utentes e motoristas a protestar, mas também há quem prefira comentar mais tarde

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A nova operação de transportes rodoviários nos concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra (Área 3) arrancou na passada sexta-feira, 1 de Julho, como estava previsto pela Transportes Metropolitanos de Lisboa, empresa que no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa, gere a rede Carris Metropolitana. Entre os utentes uns esperam para comentar mais tarde, outros já estão descontentes e protestam. Da parte dos motoristas da Transportes Sul do Tejo, que vai continuar a operar nos três concelhos, as queixas vão para o desconhecimento dos novos percursos e também dos horários.

“Não tivemos a formação necessária, os novos percursos indicados pela empresa são confusos e os horários estão-nos a ser entregues aos poucos”, comenta um motorista na zona de Corroios, concelho do Seixal. “Um outro motorista, junto à estação da Fertagus em Corroios, diz ter indicação para fazer a linha para o Laranjeiro, concelho de Almada, mas a ‘bandeira’ que lhe é destinada no mapa de serviço é Cacilhas, e tem de seguir por percurso no Feijó. “Quem organizou isto terá definido o trajecto apenas pelo mapa e esqueceu-se que há trânsito nas estradas. É muito difícil cumprir os horários, e quem ouve o protesto dos passageiros somos nós”, diz, insatisfeito, mas também crente que a situação se irá normalizar dentro de dias.

Ao mesmo tempo, sexta-feira, e sábado pela manhã, manifestava-se alguma confusão da parte dos utentes. Em Cacilhas, uns diziam desconhecer os novos percursos e que alguns horários não estavam a ser cumpridos, mas as maiores interrogações vinham de quem reside em zonas como Costa da Caparica, Charneca da Caparica e também Trafaria. “Não conseguimos perceber quando passam, e por onde, as camionetas”, protestava um passageiro, e continuava, “tenho passe Navegante e sou obrigado a gastar dinheiro em táxi”.

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Há também quem diga que, antes da operação Carris Metropolitana, tinha autocarros a passar perto de casa ou do emprego, e que agora está obrigado a percurso a pé para chegar a estações como da Fertagus ou Metro Sul do Tejo. Mas casos mais inflamados referem terem deixado de existir ligações a determinadas zonas de Lisboa. “A ligação entre Almada e o Areeiro deixou de existir”, corrobora Marco Sargento da Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul. “Isso afecta muitas pessoas”, comenta. “Há ligações que se perderam, e vamos batalhar para que sejam repostas”, afirma.

Quanto ao ‘desalinho’ com a entrada ao serviço da Carris Metropolitana na Área 3, diz o membro da comissão de utentes que “primeiro é preciso verificar, em certeza, como está a decorrer a operação, e depois identificar os reais problemas”.

Pelo que tem sido comunicado à comissão, existem de facto algumas perturbações com alterações de percursos em zonas como na Charneca de Caparica e Costa de Caparica, mas mais uma vez comenta que “é preciso avaliar”, porque “também é necessário um período de adaptação por partes dos utentes”. A questão é que “foram muitos anos de adaptação a horários dos autocarros, e quando estes mudam gera-se alguma confusão”.

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De uma coisa Marco Sargento tem a certeza: “As perturbações que estão a acontecer na Área 3, em nada são comparáveis com o que aconteceu a 1 de Junho na Área 4”, ou seja, com o início da operação pela Alsa Todi nos concelhos de Setúbal, Palmela, Montijo, Alcochete e Moita.

Entretanto, da parte da Transportes Metropolitanos de Lisboa, foi referido a O SETUBALENSE que não existe nota de perturbações significativas com o novo sistema. “Está a decorrer de forma razoável”, o que é relevante quando estamos perante uma operação com grande impacto na vida das pessoas”.

Da parte da Transportes Sul do Tejo, O Setubalense não conseguiu chegar a contacto para um primeiro balanço da operação Carris Metropolitana nos três concelhos onde presta serviço.

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