18 Maio 2022, Quarta-feira
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Núcleo Distrital da SEDES quer “fazer barulho” sobre o tema do Mar enquanto alavanca socioeconómica da região

Andrea Lima revela que “todos os outros vectores vão ser discutidos sobre o chapéu” do assunto escolhido

 

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Por considerar que se trata do “elemento central e agregador do futuro desenvolvimento económico e social da região”, o núcleo do Distrito de Setúbal da SEDES (associação direccionada para o desenvolvimento económico e social) elegeu o Mar como o tema principal a trabalhar.

“Queremos fazer barulho sobre o assunto. O distrito é banhado de água e por isso elegemos o Mar. O Mar como uma alavanca socioeconómica, em que todos os outros vectores, sejam eles a educação, cultura, saúde ou energia, vão ser discutidos sobre o seu chapéu”, explicou Andrea Lima, presidente do núcleo, naquela que foi a primeira acção organizada pela SEDES no distrito, realizada na Casa Ermelinda Freitas, em Palmela.

Perante cerca de três dezenas de empresários e personalidades com ligações ao tema, Andrea Lima disse considerar que o Mar “não tem o devido valor geoestratégico e geopolítico”, sendo que o objectivo passa por “tentar criar sinergias entre tudo”.

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“Temos também os portos, uma parte tão importante, e a situação que temos vivido e vamos viver no futuro relacionada com as energias. O Porto de Sines por ter aqui um papel relevante a nível europeu e até mundial. Acredito que as sinergias podem ser criadas entre ministérios e sei que no núcleo vamos criá-las”, revelou.

Sobre a chegada da SEDES a Setúbal, disse tratar-se de um “distrito maravilhoso” e que, por isso, “tem tudo para correr bem”. “O distrito vai desde Almada até Sines. A SEDES é uma associação que junta pessoas. Aqui no distrito queremos juntar as pessoas que fazem as coisas acontecer para fazermos mais”, acrescentou.

SEDES quer “dar voz” aos empresários da região

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Já Ana Marques da Silva, secretária-geral do núcleo distrital da associação, garantiu aos presentes que o propósito da SEDES “é dar voz ao trabalho que cada um faz, mas de forma uníssono e em rede”.

“A SEDES reúne aqueles que de melhor temos. É apartidária, sendo que isso é também esta multiculturalidade que traz riqueza e onde todos são bem-vindos”, sublinhou. As máximas do núcleo, “muito importantes para aquilo que faz parte do crescer e do que se quer com todos”, passam por “trabalhar, inquietar, desafiar e perguntar”.

Sobre o conselho consultivo, revelou querer-se “ecléctico”. “Que seja o nosso conselheiro naquilo que são os temas que também gostariam de ver abordados e que nos inquietam. Com pouca retórica, mas muitos factos”.

É Leonor Freitas, responsável pela Casa Ermelinda Freitas, quem assume as ‘rédeas’ do conselho consultivo. Apesar de ter aceitado o convite “sem saber muito bem” do que se tratava, confessou ter ficado “cheia de curiosidade”.

“Não há dúvida de que tem sido uma descoberta e um incentivo motivador e que corresponde àquilo que eu acho que é, de facto, o nosso papel na sociedade”, salientou.

Associação “Clube de homens” transformado em “clube de cidadãos”

Presente no evento esteve também Álvaro Beleza, presidente da SEDES, que começou por dar nota de que a associação “finalmente transforma-se de um clube de homens para um clube de cidadãos portugueses”.

Isto porque o núcleo do Distrito de Setúbal é o único do País presidido por uma mulher. “É uma terra onde a SEDES tem a sorte de ser liderada por uma mulher. É muito agradável para mim estar em Setúbal, onde as mulheres têm um papel determinante”, afirmou.

Além disso, fez igualmente questão de afirmar que “a Península de Setúbal é extraordinária, ao ter as maiores indústrias portuguesas exportadoras”.

“Têm a Autoeuropa e a Navigator, vão ter o novo aeroporto deste lado e o Porto de Setúbal é fantástico. Há que aproveitar estas oportunidades. Agora é tentar ter na SEDES os players da região e depois voar”, concluiu.

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