21 Maio 2022, Sábado
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Alterações climáticas podem colocar em risco o futuro dos concelhos da Arrábida

Os Planos Locais de Adaptação às Alterações Climáticas são tidos como fundamentais para travar gases com efeito de estufa 

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A Baixa de Setúbal poderá, futuramente, ser “alagada pela água do Sado”, assim como é de considerar a “tendência para o desaparecimento das praias da Arrábida” resultante da subida do nível médio das águas do mar. Estes são riscos, e cenários, a ponderar caso não sejam tomadas medidas quanto à previsão das alterações climáticas até ao final do século.

“Não sabemos, em certeza, como vai ser o clima no futuro. Mas sabemos que pode ser diferente consoante as opções tomadas a nível global. Isto prende-se muito com a adopção de estratégias de mitigação que permitam reduzir a emissão de gases com efeito de estufa”.

Estas são conclusões do estudo do professor da Universidade de Lisboa José Luís Zêzere sobre a cenarização climática, que envolve o concelho de Setúbal, assim como os de Palmela e Sesimbra, apresentadas na passada semana, numa acção sobre a construção dos PLAAC – Planos Locais de Adaptação às Alterações Climáticas, que decorreu no Cinema Charlot – Auditório Municipal, em Setúbal.

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No caso do PLAAC-Arrábida, diz o catedrático do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, citado em nota de Impresa da autarquia sadina, que “no pior e no melhor cenário, não há diferenças, o futuro está definido. Estas praias vão desaparecer. A alimentação artificial pode ser uma das soluções”.

Perante uma plateia que contou com mais de cinco dezenas de participantes, entre autarcas, dirigentes e técnicos do município de Setúbal, Palmela e Sesimbra que se encontram a desenvolver os PLAAC em parceria com a ENA – Agência de Ambiente e Energia da Arrábida, promotora do projecto, e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, o geógrafo físico apontou a cenarização climática para os três concelhos antevendo o ano 2100.

Os modelos apresentados revelam ainda que o número de dias a que a população está exposta a calor excessivo vai aumentar, passando de dez dias por ano para 30 a 44 dias. Desta conclusão, é de prever que aumentem as condições para incêndios florestais, e em edifícios.

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A possibilidade de inundações por cheias rápidas também vai agravar-se, sobretudo nos concelhos de Setúbal e Palmela, bem como as secas que “vão ser cada vez mais crónicas e têm tendência a acentuar-se”, disse José Luís Zêzere. “Não sabemos com certeza como vai ser o clima no futuro. Mas sabemos que pode ser diferente consoante as opções tomadas a nível global. Isto prende-se muito com a adopção de estratégias de mitigação que permitam reduzir a emissão de gases com efeito de estufa”, acrescentou.

Na abertura do encontro, o presidente da Câmara de Setúbal, André Martins, apontou o PLAAC-Arrábida como um “excelente exemplo de trabalho”, e sublinhou que, no concelho, tem sido implementado “um processo activo de mudança, trazendo novas dinâmicas ao território com obra e investimento, estabelecendo parcerias e trabalhando em rede”, isto em áreas da “energia, mobilidade sustentável, economia circular, governança, planeamento, uso do solo e também da comunicação e educação ambiental”.

O PLAAC-Arrábida, que visa contribuir para aumentar a resiliência e a capacidade de resposta dos municípios do território Arrábida, materializa um investimento superior a 165 mil euros, financiado a 90% pelo Programa Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono, do Mecanismo Financeiro EEA Grants 2014-2021.

 

 

 

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