21 Maio 2022, Sábado
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Professores do Politécnico de Setúbal dão formação avançada na Guiné-Bissau

Acção pretende proporcionar à população da área com nível de bacharelato a oportunidade de “obter o grau de licenciatura”

 

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Foram quatro os professores da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) que viajaram para a Guiné-Bissau, com o objectivo de ministrarem uma formação avançada, dirigida “a docentes das escolas de formação de educadores e professores de todo o País”.

Em comunicado, a instituição explica que a acção, realizada “no âmbito do PRECASE – Programa de Reforço de Capacidades do Sistema Educativo, começou a 31 de Janeiro, tem a duração de um ano (750 horas) e segue “um modelo de ensino-aprendizagem híbrido, conjugando metodologias on-line e presenciais”.

A formação vai “permitir aos professores [da Guiné-Bissau] com nível de bacharelato reforçar competências, aprofundar conhecimentos e obter o grau de licenciatura”, tendo sido, para o efeito, “construídos planos curriculares com maior actualidade e adequados às suas necessidades”, explicam Pedro Felício e Miguel Figueiredo, coordenadores da equipa da ESE/IPS, que envolve um total de 26 docentes.

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Além de sublinharem o “trabalho conjunto com os docentes e os responsáveis da Escola Normal 17 de Fevereiro, em Bissau, em articulação com o Ministério da Educação”, os responsáveis destacam também ainda a “introdução de metodologias de ensino mais dinâmicas, que poderão conduzir a melhores aprendizagens e a uma melhor formação”.

Feito um “balanço dos períodos de formação no terreno, a equipa de coordenação identificou as áreas disciplinares de Introdução às Novas Tecnologias e de Expressões como aquelas em que se verificam as maiores lacunas”.

“No primeiro caso, tratando-se de uma disciplina que não existia nos cursos de bacharelato, foi necessário apetrechar uma sala com equipamentos específicos, que permitissem aos estudantes ter, nalguns casos, o primeiro contacto com um computador”. Já no domínio das Expressões, “o que se verifica de forma mais premente é a necessidade de requalificação dos docentes que a leccionam e também de capacitar novos professores para a área”.

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A nível geral, a equipa da Escola Superior de Saúde explica que se tem deparado com “a falta estrutural de recursos materiais, como livros ou materiais manipuláveis, mas igualmente com bastante adesão e motivação para a participação no projecto e para a adopção de novas formas de abordar os diversos conteúdos”.

O PRECASE, que decorre desde 2019 e que se prolonga até 2023, tem como objectivo “o aumento dos padrões de qualidade da educação e da aprendizagem nos subsistemas pré-escolar, ensino básico e secundário na Guiné-Bissau, sendo financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, implementado pela Fundação Fé e Cooperação, em parceria com o Ministério da Educação e Ensino Superior da Guiné-Bissau, o Instituto Politécnico de Setúbal e o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa”.

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