21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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Mesmo em ano atípico, Etermar regista índices de crescimento em relação a 2020

Um dos principais operadores marítimos de Setúbal regista índices de crescimento apesar do “ambiente económico pouco normal”

 

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Com um historial que remonta ao ano de 1968, a Etermar é, desde há muito, uma das mais qualificadas empresas europeias de engenharia marítima. Não estranha, por isso, que continue a marcar presença no ranking das maiores empresas do Distrito, desta vez no 47.º lugar.

Com o ano de 2021 a terminar, fonte da administração da Etermar revela a O SETUBALENSE que a facturação, nos três primeiros trimestres deste ano, “foi sensivelmente o dobro do período homólogo de 2020”.

Não obstante, é sublinhado que “a conjuntura mundial continua extremamente difícil, nomeadamente em termos de logística marítima e preços das matérias-primas”.

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“Feitas as contas, o ano de 2021 está, felizmente, a correr melhor que 2020. Mas não é possível dizer que estejamos a viver um ambiente económico normal, como tínhamos por exemplo em 2019. E não esperamos ver esse ambiente até, pelo menos, ao final do próximo ano”.

A Etermar é uma construtora especializada, o que a torna mais competitiva no ambiente marítimo e hidráulico. O que a diferencia das outras empresas portuguesas do sector, são, destaca a administração, dois factores muito importantes: o equipamento e as pessoas.

Primeiro: “a Etermar conta com uma frota de 69 embarcações, o que é de longe a maior frota marítima de qualquer empresa portuguesa de construção”. “Isso permite-nos ser mais agéis e competitivos, porque não temos de ir ao mercado alugar equipamento cada vez que temos um projecto”.

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Segundo: “os recursos humanos”. “Temos um quadro de pessoal altamente especializado em engenharia marítima. Muitas das pessoas que trabalham connosco acumulam décadas de experiência no sector. Isso permite-nos ‘engenhar’ soluções mais eficientes que a nossa concorrência, o que se traduz em melhores resultados para os nossos clientes”.

Ao longo de 53 anos de existência, muitos e diferentes desafios foram enfrentados, destacam os responsáveis da Etermar.

“Nos primeiros 38 anos de existência éramos uma empresa que operava unicamente em Portugal. E nesse caso, estivemos muitas vezes sujeitos aos ciclos económicos que o País enfrentou. Por isso, um dos desafios era, essencialmente, a falta de projectos nos períodos de contração, ou problemas de recebimentos de algumas entidades nacionais”.

Desde 2006 a actividade da Etermar tem sido espalhada por várias geografias, por isso, passaram a existir outras “dores de cabeça”. Quando se opera internacionalmente, “existem problemas de instabilidade política em mercados emergentes ou problemas económicos nesses países de destino”. “Já atravessámos de tudo um pouco, até uma pandemia, mas felizmente temos conseguido contornar todas as adversidades que surgiram nos últimos 53 anos”.

No presente os principais desafios para o futuro estão bem identificados pela administração da empresa. “Se olharmos para a nossa actividade no panorama nacional, a maior adversidade é o aumento de competição e o atraso no lançamento de novos projectos”.

No primeiro ponto, é salientado: “estamos a ver empresas sem qualquer tipo de ‘know-how’ ou equipamento a tentarem entrar nas obras marítimas, o que torna o mercado complicado”.

Actualmente, é sublinhado que “a grande maioria dos concursos nacionais tem apenas um factor de decisão: o preço”. “Se uma empresa vem para o sector marítimo e põe uma proposta abaixo de toda a concorrência, esta arrisca-se ganhar uma obra que é provavelmente fundamental para o país, mas sem saber como a executar”.

O segundo elemento “é o constante atraso no lançamento de obras”. “Há projectos que todo o sector sabe que tem de ser lançados mas continuam a ser adiados”.

Em termos nacionais a Etermar quer continuar a ser “a melhor empresa do sector”. “E sermos o parceiro de referência para entidades públicas e privadas em trabalhos de engenharia hidráulica”.

Em termos internacionais, querem “continuar a construir uma reputação sólida como especialistas em obras marítimas, nomeadamente na construção de infra-estruturas logísticas em mercados-chave”.

“Queremos também investir no sector adjacente ao tratamento de águas e de dessalinização, em mercados que necessitam este tipo de serviços, como o Sul da Europa, o Norte de África ou o Médio-Oriente”.

O segundo elemento é o atraso no lançamento de obras. Há projectos que todo o sector sabe que tem de ser lançados mas continuam a ser adiados”.

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