24 Outubro 2021, Domingo
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Projecto transforma frigoríficos em bibliotecas por todo o concelho de Sesimbra

Iniciativa começou em 2017, em Alfarim. Soma hoje nove frigoríficos e 25 voluntários

 

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Com início em 2017, o projecto, que viria a ganhar o nome “Bibliotecas Frigoríficas – livros fresquinhos”, nasce a partir da troca solidária de livros, numa iniciativa impulsionada pelo Movimento Social Utopia Global, onde se inseria então a Universidade Sénior da Quinta do Conde e o Grupo Desportivo de Alfarim, com o apoio da Junta de Freguesia do Castelo.

Aos sábados, trocavam-se livros em vários pontos do concelho, expondo-os e disponibilizando-os para leitura ou troca entre os interessados. Era, nas palavras de Vera Gaspar, voluntária das “Bibliotecas Frigoríficas – livros fresquinhos”, “uma biblioteca itinerante ao ar livre”.

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A mudança das condições climatéricas levou a que o grupo sentisse necessidade de melhorar o acondicionamento dos livros e de garantir simultaneamente a manutenção do seu bom estado e a sua disponibilização a qualquer hora e dia da semana sem que fosse precisa a presença de um intermediário entre o livro e o leitor.

A O SETUBALENSE, Vera Gaspar conta que foi assim “que surgiu a ideia das Bibliotecas Frigoríficas, que se consolidou com o lançamento de um pedido de frigoríficos para reciclagem nas redes sociais, rapidamente satisfeito pelos internautas.

A criatividade, a capacidade de reinvenção e de adaptação não têm limites e por isso resolvemos dar um aspecto mais apelativo e atractivo aos frigoríficos”.

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O processo de personalização dos primeiros electrodomésticos foi dinamizado por vários jovens e entidades como a CERCI e a Associação de Pais do ATL da Azoia, contando com o apoio logístico, materiais, tintas, pincéis e transportes, de empresas e negócios locais.

“Os frigoríficos são arte pública e urbana. Funcionam como estantes de bibliotecas públicas, em que os interessados levam um dos livros disponibilizados, que depois de ser lido deve ser devolvido ao frigorífico ou trocado por outro”, esclarece.

“Somos actualmente 25 voluntários, dos sete aos 72 anos, e todos temos contribuído com doações de livros, que aceitamos. Quem vê o projecto gosta e quer colaborar, temos recebido ricas e generosas doações de livros, de toda a parte. Temos uma biblioteca muito rica e variada que nos permite substituir os livros uma vez por mês”, continua, acrescentando que “há até mesmo frigoríficos que têm os seus padrinhos, que tomam conta deles e dão-nos o feedback das pessoas. Gostamos de envolver as pessoas e elas gostam de participar e colaborar, isso é muito gratificante”.

Desenvolvimento de hábitos de leitura entre os objectivos

Tendo como premissa o desenvolvimento de hábitos de leitura e a criação de uma comunidade de leitores socialmente empenhados e responsáveis, o grupo acredita que “com pequenos passos se pode fazer um bom percurso na direcção da solidariedade, da sustentabilidade, da interajuda e na democratização e acesso à cultura, numa das formas mais nobres, a literatura, chegando a todos aqueles que, por vicissitudes várias, não têm acesso a um bem tão importante como é um livro”.

Criar uma rede concelhia de espaços informais de leitura e de reutiliza ção de livros, democratizar a leitura e o acesso aos livros, e envolver leitores, artistas, voluntários, organizações e empresas na valorização do livro, da leitura e das artes como valor colectivo na construção identitária do concelho de Sesimbra está também, assim, entre os objectivos.

Onde estão localizados

Tendo presente o facto de ser um espaço público, central, um jardim ou um sítio onde o acesso ao livro e à leitura não esteja condicionado como critérios para a sua localização, os nove frigoríficos espalhados pelo concelho podem ser encontrados em Alfarim, no largo, na Aldeia do Meco, em frente ao salão de jogos, e na Lagoa de Albufeira, um junto à Escola de Windsurf Meira Pro-Center e outro na Liga dos Amigos da Lagoa de Albufeira, em parceria com o projecto CLDS Família +, Mercado das Palavras, Anime.paf e PIPA – Projecto de Inclusão pela Arte, que ficaram a gerir o mesmo.

Também em Caixas, junto ao café Baratinha, é possível encontrar “livros fresquinhos”, sem esquecer a Azoia, junto ao café 20age, e Santana, junto à paragem principal.

Na freguesia da Quinta do Conde, é possível encontrar dois frigoríficos, um no Parque da Várzea e outro junto ao Mercado Municipal, também ambos em parceria com o projecto CLDS Família +, Mercado das Palavras, Anime.paf e PIPA – Projecto de Inclusão pela Arte.

Em preparação está mais um frigorífico para a Aiana de Cima e outro para a Cotovia. No futuro “poderão eventualmente surgir mais em locais como Almoinha, Maçã ou vila de Sesimbra”, remata.

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