22 Janeiro 2022, Sábado
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Somos a geração que pode salvar o planeta!

Projecto concebido pela Docapesca em 2015 pretende sensibilizar a população para a problemática do lixo marinho

 

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O projeto “A pesca por um mar sem lixo”, lançado em 2015 como projecto piloto no Porto de pesca de Peniche, foi concebido pela Docapesca em parceria com a Associação Portuguesa do Lixo Marinho. Em 2019, o projecto Clean Atlantic, que tem como componente de sensibilização o foco na consciencialização do público em geral para a problemática do lixo marinho nos oceanos e as suas implicações a vários níveis, juntou-se a este projecto para divulgar e reforçar a sua missão.

O referido projecto, implementado em seis localidades do País, incluindo Setúbal, apresenta um total de adesão de cerca de 17 portos de pesca, 28 associações, 784 embarcações, 3 157 pescadores e 52 entidades parceiras. No caso concreto de Setúbal, aderiram três associações, 67 embarcações, 152 pescadores e seis entidades parceiras.

O projeto apresenta como principais objectivos a melhoria da gestão de resíduos a bordo das embarcações de pesca e nos portos de pesca e, ainda, sensibilizar os pescadores para a importância da adopção ou da manutenção de boas práticas ambientais. Para isso acontecer, uma turma da Escola Básica Luísa Todi encontra-se neste momento a redigir cartas e através destas pretende não só parabenizar os pescadores e as embarcações que já fazem parte do projecto, como também sensibilizar quem ainda não o fez de forma a motivar a sua adesão.

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Para além dos objectivos que norteiam este projecto, é também ambição dos criadores poder um dia concretizar o conceito de economia circular, ou seja, poder um dia produzir e colocar à venda no mercado um produto tendo como matéria-prima, o lixo marinho.

Esta economia circular consiste na consecução de vários passos, são eles: 1.º – recolher o lixo que está a bordo das embarcações e o lixo que os pescadores conseguem retirar do mar; 2.º – registar o lixo recolhido numa aplicação (app que no momento se encontra em processo de desenvolvimento) para smartphones que utiliza uma tecnologia de identificação, classificação e contabilização automática de diferentes tipologias de resíduos através de algoritmos inteligentes; 3.º – depositar o lixo nos ecopontos específicos, localizados nas docas; 4.º –  a empresa AMARSUL (no caso de Setúbal), empresa responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos, que em parceria com uma empresa interessada em produzir produtos a partir de resíduos marinhos, seria possível obter um produto reciclado a partir de lixo marinho.

Para além de tudo o que foi dito, será importante referir que como cidadãos, nós também podemos ajudar de várias formas, desde separar o lixo em ecopontos específicos a partir das nossas casas, o acto de não deitar lixo para a sanita, não deitar lixo nos espaços públicos exteriores, até mesmo sensibilizar amigos e família para este problema e, ainda, participar em iniciativas de limpeza de praia e/ou outras iniciativas locais.

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É muito importante agir, é urgente tomar uma posição e sentido de mudança de forma a respeitar o nosso planeta, preservar os ecossistemas marinhos: Numa palavra: cuidar da nossa casa.

Trabalho realizado pelos alunos do 8.º ano, da turma 4.ª, da Escola Básica Luísa Todi

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