11 Maio 2021, Terça-feira
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Rádio Quinta do Conde dá voz à realidade local

Foi das primeiras rádios online do panorama nacional, quando ainda existiam poucas

 

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“As rádios online, como janelas abertas para o mundo, têm cada vez mais peso na sociedade. No nosso caso, fazemos muita companhia aos habitantes da Quinta do Conde mas não só. Temos ouvintes dos quatro pontos do mundo, desde o Canadá à Austrália. A rádio é uma companhia constante para o público quintacondense e para o público que nos ouve pelo mundo fora”, começa por dizer Pedro Nobre, presidente da Rádio Quinta do Conde, a O SETUBALENSE. Recorda o início do projecto, pelas mãos de Vítor Cunha e da sua mulher. Profissional da área com mais de 40 anos de experiência na magia da rádio, Vítor Cunha decidiu arrancar com um projecto próprio, em meados de 2012, e o casal convidou Pedro Nobre, Pedro Martins e Armelim Martins para ajudar a implementar a ideia que tinha.

“Uma rádio FM era uma das ambições do Vitor mas era quase impossível de acontecer e por isso decidimos avançar em formato online. Estavam a dar-se os primeiros passos em rádio online em Portugal. O nosso slogan era na altura ‘RQC, a rádio do futuro’. Hoje é tudo mais fácil mas na altura existiam muitas poucas rádios do género e quisemos primar pela diferença e ter um estúdio, uma rádio física, ainda que com transmissão online”, partilha. Sedearam-se primeiramente no Centro Comercial Europa 3, na Quinta do Conde: “uma rádio na Quinta do Conde era algo de que não se estava à espera. Com o tempo, várias pessoas com o gosto de fazer rádio começaram a interagir connosco e aos poucos a família começou a crescer”.

O arranque oficial aconteceu a 19 de Novembro de 2012 e em Dezembro do mesmo ano já estavam a realizar transmissões em directo, naquele que “foi um grande desafio”. A programação diversificada constituiu “uma aposta desde o primeiro momento”, com programas dedicados ao fado, à poesia e ao cinema, sem esquecer o futebol, o desporto no geral e a informação. “Hoje temos diversos programas culturais e informativos, programas jovens que debatem temas da actualidade e o Top15, a par da Adega do Fado, são os nossos programas mais antigos”, explica. A RQC dá ainda a conhecer a música portuguesa, de A a Z, sob o lema de passar 80 por cento de música portuguesa e 20 de música estrangeira.

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Parceria com Voz do Alentejo frisa importância de união associativa

Em Janeiro de 2013, a RQC tornou-se uma associação e em Abril do mesmo ano chegaram às instalações d’A Voz do Alentejo, palco principal das suas emissões até hoje. Nas palavras de Almerim Martins, tesoureiro da direcção e membro desde o início, “receberam-nos para instalarmos a nossa rádio e estamos-lhes muito gratos. Tudo o que pudermos fazer por eles fazemos e fazem por nós também. Somos duas associações mas é como se fôssemos uma”.

Com a morte do seu fundador, em Março de 2014, a equipa Rádio Quinta do Conde ficou “com uma grande responsabilidade em mãos” mas “decidiu continuar a caminhada. Fizemos tudo o que pudemos para manter a rádio e nunca nos esquecemos dele”.

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Na Quinta do Conde, a equipa acompanha a vida da freguesia, tornando-se a voz da mesma em muitas ocasiões. “A rádio é um elo de ligação com o associativismo, muito importante para as comunidades, e sentimos que permitiu dar uma projecção da nossa terra. Com as transmissões dos eventos pretendemos também mostrar a quem está fora o que de bom se passa na nossa terra”, considera o representante da rádio quintacondense.

A equipa, composta por 11 locutores para 10 programas, adaptou-se aos novos tempos, sem a presença de convidados em estúdio e com algumas emissões a partir de casa. “Reajustámos a nossa actividade para a rádio não parar. O ouvinte precisa de companhia, de sentir a outra pessoa do outro lado e até de poder ligar e falar connosco onde quer que esteja”, remata.

Emissões na rua pretendem aproximar ouvintes

Para um futuro próximo está previsto um acordo com o Projecto Família +, onde a RQC, “à disposição para tudo o que puder beneficiar as pessoas”, será “um meio de comunicação das iniciativas do projecto, com tempo de antena para a equipa expôr, quinzenalmente, as suas ideias”.

A Rádio FM continua a ser um desejo de todos mas não será para já um caminho a seguir. “Temos vindo a melhorar o nosso estúdio e pretendemos melhorar ainda mais, para que possamos oferecer mais conforto a quem nos visita”, conta o presidente da rádio quintacondense. “Esperamos que a pandemia abale rapidamente para continuarmos a alargar os nossos horizontes e pôr em prática ideias que temos, entre as quais levar a rádio à rua, andar mais na rua, para que possamos estabelecer um maior contacto de proximidade com as pessoas, com os nossos ouvintes”, refere.

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