3 Fevereiro 2023, Sexta-feira
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Covid-19: Trabalhadores dos bares da Transtejo e Soflusa em protesto na quinta-feira

Os trabalhadores da Eurest, empresa que gere os bares dos navios da Transtejo e Soflusa, voltam a protestar na quinta-feira de manhã pela retoma do serviço, suspenso desde 16 de março, informou fonte sindical.

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“Os trabalhadores da Eurest estão impedidos de exercer a sua atividade profissional e querem retomar o serviço, mas a Transtejo e Soflusa não autoriza a reabertura dos bares”, disse à Lusa Fernanda Moreira, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.

Os cerca de 18 funcionários deste serviço vão concentrar-se às 08:30 no Terminal Fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa, onde também se localiza a sede das duas empresas de transporte fluvial, que têm a mesma administração.

Segundo a sindicalista, a principal reivindicação dos trabalhadores é poder retomar o serviço “respeitando todas as regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), como acontece com os restaurantes e bares”.

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“As pessoas quando têm necessidade, mesmo com as máscaras, bebem água e quem é diabético tem que comer ou mesmo tomar o pequeno-almoço dentro do barco. Os trabalhadores só pretendem que as regras sejam iguais para todos, porque se as pessoas podem ir ao café, levar máscara e retirar quando estão a comer, porque é que não o podem fazer dentro do transporte?”, questionou.

Segundo a sindicalista, os trabalhadores não compreendem esta situação e “estão com receio de serem despedidos”.

Em 02 de setembro, estes funcionários já tinham realizado um protesto no Terminal Fluvial do Barreiro, no distrito de Setúbal, mas até hoje “não receberam nenhuma justificação da Transtejo e Soflusa”, apontou Fernanda Moreira.

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Numa resposta escrita enviada à Lusa, a administração das duas empresas voltou a referir que o serviço não pode retomar devido à obrigatoriedade do uso de máscara nos transportes públicos, no âmbito do atual contexto de pandemia da covid-19.

“A máscara não deve ser retirada durante toda a viagem, sob nenhum pretexto, pelo que comer ou beber é, naturalmente, incompatível com esta medida de segurança que visa a mitigação da propagação da doença. Neste sentido, não se encontram, assim, reunidas condições que salvaguardem a segurança e a saúde pública, pelo que não poderá a Transtejo e Soflusa permitir a reabertura dos bares a bordo dos navios sem incorrer num ilícito”, justificou.

Além disso, a empresa frisou que não mantém “qualquer vínculo laboral com os trabalhadores da concessionária”.

Na mesma nota, informou que a Eurest “procedeu à denúncia do contrato de concessão de exploração comercial dos bares dos catamarans que operam na ligação fluvial Barreiro – Terreiro do Paço, com efeitos a dia 31 de dezembro de 2020”.

A Transtejo é responsável pelos terminais do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, enquanto a Soflusa faz a travessia entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

Lusa

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