27 Junho 2022, Segunda-feira
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Nataliya Fedorchuck coroada Miss Summer World

A jovem nunca deixou de acreditar que podia conquistar o triunfo para Portugal. Município de Kamëz ficou a conhecer o Montijo e ganhou uma cidadã honorária

 

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Nasceu há 20 anos na Ucrânia, reside no Afonsoeiro, concelho do Montijo, e assim que atingiu a maioridade escolheu adoptar nacionalidade lusa. No passado dia 18, Nataliya Fedorchuk elevou bem alto o nome da pátria de Camões ao conquistar a coroa de Miss Summer World 2019, na final realizada na cidade de Kamëz, Albânia.

A montijense, que carimbou o passaporte para representar Portugal na final mundial do concurso em solo albanês fruto de se ter sagrado um ano antes Miss Capital da Flor, levou a melhor sobre as concorrentes de países como Alemanha, Áustria, Hungria, Ucrânia, Macedónia, Grécia, Guiné-Bissau, Filipinas, Gâmbia, Sérvia, Holanda, Albânia, Geórgia, Bulgária, Roménia, entre outros.

Em entrevista a O SETUBALENSE, a beldade – que em 2018 fora ainda eleita 2.ª Dama de Honor na final nacional do concurso Rainha das Vindimas de Portugal – relata os principais momentos e emoções vividas na Albânia, assume-se como verdadeira filha da nação lusa e revela objectivos futuros.

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Que balanço faz a esta participação na Albânia que culminou com o triunfo?

Foi uma experiência muito gira e interessante. Conheci um país com uma realidade diferente da portuguesa, um país que está agora em construção depois de tantos anos fechado ao mundo. As amizades criadas entre as concorrentes e a excelente organização. Em resumo, foi uma experiência inesquecível.

Acreditava ser possível conquistar a coroa? Em que momento é que sentiu verdadeiramente que a vitória podia sorrir-lhe?

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Sempre acreditei pois se assim não fosse nunca teria concorrido. Quando participamos num concurso desta natureza, vamos sempre com o intuito de ganhar. Mas quando cheguei à Albânia e vi a concorrência, admito que ponderei se seria possível alcançar a vitória. Ao longo dos quatro dias de competição fui ganhando confiança, muita dela transmitida pelo meu director nacional, Nuno Moreira, e também pela minha família que se encontrava em Portugal a torcer por mim, assim como pelos meus amigos. Mas, como disse, a concorrência era muito forte. O momento em que senti que era possível chegar à vitória aconteceu somente na gala final, quando começaram a chamar as Damas de Honor e eu não estava entre elas. Aí senti que tudo era possível.

Além do sempre saboroso triunfo, que outra experiência elege como aquela que mais a marcou nesta jornada?

Sem dúvida o contacto com as restantes candidatas e, principalmente, ter lidado de tão perto com a minha antecessora, a Miss Summer World 2018, Kacey Coleen das Filipinas). Aprendi muito com ela. A Kacey é uma pessoa linda, tanto por fora como por dentro. Reforço também a excelente organização que preparou um programa fantástico nos dias em que visitámos Kruja, Cerrik e Kamëz. E, claro, o facto de ter recebido o Certificado de Mérito da Câmara de Kamëz em que fui reconhecida como cidadã honorária dessa cidade e embaixadora da mesma no meu país, Portugal.

Viveu algum episódio curioso ou divertido na sua estada na Albânia?

Claro. Há sempre episódios que nos marcam. Um marcou-me muito. O filho da directora nacional da Hungria fez anos no dia 17 de Maio e, como ela estava longe do filho e nesse dia estávamos a visitar Cerrik, ela chegou ao pé de alguns miúdos que se encontravam a brincar na rua, levou-os a uma geladaria, ofereceu gelados a todos. Juntos cantaram os parabéns ao seu filho via telemóvel. Foi um momento que me comoveu bastante, ainda mais sendo a Albânia um país com tanta criança pobre.

No mesmo dia foi divertido termos visitado uma barragem hidroeléctrica. Quando saímos do autocarro, todas de salto alto, começámos a ficar enterradas na areia. Nesse momento desatámos todas a rir. Nenhuma de nós imaginava que aquilo acontecesse.

Quais os objectivos futuros?

Em primeiro lugar continuar os meus estudos pois estou a frequentar a licenciatura em Ciências Farmacêuticas. A seguir, como embaixadora da CERCIMA, tentar desenvolver um projecto de apoio às crianças com necessidades educativas especiais em conjunto com a instituição. Por último, mas não menos importante, ter um mandato cheio de actividades e experiências, sempre tentando dar o exemplo às outras jovens que ser uma Miss não é impossível. Basta sermos nós próprias e mantermo-nos sempre fiéis aos nossos princípios pois todas as jovens têm dentro de si uma Miss.

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