Proprietária da Casa Ermelinda Freitas é muito mais do que um caso de sucesso no setor empresarial: é um exemplo de responsabilidade social
Leonor Freitas, proprietária da Casa Ermelinda Freitas, foi uma das duas personalidades homenageadas por O SETUBALENSE nesta 3.ª edição da Gala Golfinhos d’Ouro, por todo um percurso de conquistas e afirmação no setor da produção de vinhos bem como pela sua vertente humanista.
Francisco Alves Rito, diretor de O SETUBALENSE, entregou a distinção a Leonor Freitas, logo após a projeção de um vídeo, com testemunhos da própria e também dos filhos.
“Leonor Freitas é hoje reconhecida como uma referência não só no mundo empresarial como também como uma humanista, pautando a sua ação por valores essenciais, como a família, a solidariedade e o trabalho em prol do bem comum”, disse Francisco Alves Rito, depois de vincar que foi sob a liderança da homenageada que a marca “Ermelinda Freitas” se tornou uma “referência no setor vinícola, conquistando inúmeros prémios nacionais e internacionais”.
Nascida em Fernando Pó em 1952, Leonor Freitas assumiu a empresa “no final da década de 1990, após o falecimento do pai”, já depois de se ter “licenciado em Serviço Social” e de ter “desenvolvido carreira, por mais de duas décadas, na administração pública em Setúbal, na área de prevenção e educação para a saúde”, lembrou o diretor do jornal.
“Enquanto empresária destacou-se pela expansão da produção, pela aposta na exportação e pela criação de marcas como ‘Terras do Pó’, um dos seus vinhos bandeira. Em 2009 foi agraciada com a Comenda da Ordem do Mérito Agrícola, entre várias outras [distinções] ao longo do seu percurso”, observou ainda Francisco Alves Rito, ao apresentar a homenageada.
Apelo à solidariedade
Visivelmente emocionada, Leonor Freitas enalteceu o cariz da iniciativa levada a efeito por O SETUBALENSE em parceria com a Rádio Popular FM.
“Temos muito que agradecer a todos os que se envolvem naquilo que é o nosso território, o nosso desenvolvimento, que nos ajudam a sermos conhecidos, elevados. Nós, o nosso distrito, precisa muito”, fez questão de vincar a proprietária da produtora vinícola de Fernando Pó, que recebeu a distinção com satisfação e humildade. “Se eu a mereço ou não, não sei. Estou um pouco emocionada, porque receber um prémio é sempre muito gratificante. Mas, depois, é de uma grande responsabilidade: Meu Deus, tenho de fazer melhor!”, exclamou.
Depois veio ao de cima a veia solidária e humanista, que tanto a caracteriza. “Uma coisa eu sinto: nós, empresários – enfim, quem tem uma situação de negócio e que vive desse negócio com o cliente –, devemos sempre partilhar aquilo que nos ajudam a ganhar para ajudar a sociedade”, afirmou, para assumir de seguida que pretende continuar a promover a responsabilidade social. “Tenho grande preocupação, quero continuar e gostava mesmo de vir a ser um exemplo para todos. E a agricultura também pode ajudar: não temos de andar só atrás de subsídios; quando as coisas correm bem, temos de ajudar”, apelou. “Que O SETUBALENSE e a Rádio Popular FM continuem a ter força para nos divulgar e ajudar”, concluiu.
A Casa Ermelinda Freitas foi fundada em 1920 pela avó da galardoada.