“A prestação de contas é mais do que um dever — é um compromisso evangélico, um exercício de verdade e um sinal de comunhão”, diz D. Américo Aguiar
A Diocese de Setúbal fechou 2025 com um saldo positivo de 1.689 euros. Os números do exercício do ano anterior, que refletem equilíbrio entre receitas e despesas, foram divulgados pelo Bispo de Setúbal, D. Américo Aguiar, em mensagem partilhada no site da instituição.
“Partilho convosco os dados relativos ao ano de 2025: as receitas totais da Diocese foram de 698.011,53 euros e as despesas de 680.725,83 euros. Após impostos, no valor de 15.596,70 euros, o resultado final foi de 1.689,00 euros, que transitam para o ano de 2026”, lê-se na mensagem do Cardeal. “Mais do que números, estes são sinais de um caminho. Um caminho feito de generosidade, de dedicação e de compromisso com a vida e a missão da Igreja”, escreve D. Américo Aguiar, que justifica a apresentação pública dos resultados económico-financeiros.
“Neste caminho sinodal que percorremos, não podemos perder de vista três palavras essenciais: corresponsabilidade, transparência e ‘accountability’. A prestação de contas é mais do que um dever administrativo — é um compromisso evangélico, um exercício de verdade e um sinal de comunhão.”
Na mesma mensagem, o Bispo de Setúbal agradece “de coração” às comunidades e ao clero. “Obrigado pelo vosso empenho, pela vossa fidelidade e pela vossa disponibilidade para construir uma Igreja mais transparente, mais próxima e mais responsável”. Ao mesmo tempo, o Cardeal salienta a dedicação dos órgãos consultivos e de gestão diocesana e paroquial. “Aos membros do Conselho Presbiteral e do Conselho Pastoral Diocesano, aos Conselhos Económicos e Pastorais Paroquiais deixo também uma palavra de reconhecimento sincero pelo vosso serviço atento e dedicado.”
D. Américo Aguiar deixa ainda um elogio bem vincado: “Uma palavra muito especial de gratidão ao nosso Ecónomo Diocesano, ao Economato e ao Conselho Diocesano para os Assuntos Económicos — o vosso trabalho, tantas vezes silencioso, é essencial para garantir o rigor, a confiança e a boa gestão dos bens que nos são confiados”.
A Diocese de Setúbal foi criada em 16 de julho de 1975, através da Bula “Studentes Nos”, do Papa Paulo VI, no mesmo dia em que a Igreja de Santa Maria da Graça, na cidade, foi elevada a Catedral. O primeiro Bispo de Setúbal foi D. Manuel Martins, natural de Leça do Balio, a mesma terra natal de D. Américo Aguiar.