23 Maio 2024, Quinta-feira

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Vitória FC: actas, comunicados, promessas e SAD

Vitória FC: actas, comunicados, promessas e SAD

Vitória FC: actas, comunicados, promessas e SAD

Face ao alarido criado em relação à questão das actas, os comunicados, as promessas não cumpridas e a situação da SAD, não podemos deixar de alertar os vitorianos para estas situações.

Na verdade, esta direcção tem primado na comunicação com os associados por uma notória falta de rigor e verdade dos factos.

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Assim aconteceu logo no primeiro comunicado quando refere que a tomada de posse após o acto eleitoral foi decidida pelo PMAG (depois rectificado e mal), omitindo que tal deliberação foi tomada em reunião, realizada em 16 de Outubro, pela Comissão Eleitoral a qual integrava o mandatário e um representante da sua lista.

Depois, alegou que faltavam as actas, quando os livros (de actas e tomada de posse) foram entregues ao novo PMAG após a tomada de posse e no próprio dia das eleições.
Porém, só descobriram na semana seguinte (26/10) que eram necessárias as cartas da renúncia da anterior direcção para a abertura de novas contas bancárias.

Mas, se não tinham dinheiro, como até ao dia 3/11 não tinham, para que queriam novas contas, quando as contas bancárias do clube estão activas?

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Aliás, se pagaram a alguns empregados em numerário é porque não precisam de cointas bancárias.

As cartas de renúncia podiam ser substituidas pela acta da MAG, em que aceitou os pedidos de renúncia e marcou eleições, a qual nunca foi pedida.

Depois, continuaram na vitimização da falta do registo de alterações aos corpos sociais, que só à direcção pode ser assacada, pois logo no dia 19 de Outubro podiam e deviam tratar devidamente do assunto.

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A direcção assumir a sua incapacidade, era mais bonito que arranjar desculpas com a MAG…

Os comunicados, com particular destaque para o publicado no fim de semana de 24 de Outubro, em nada enobreceram ou ajudaram o Vitória.

Publicar imagens de instalações não usadas demonstraram que não pensam no mal que fazem ao Vitória, mas apenas nos seus interesses propagandisticos.

A guerra dos comunicados não resolve os problemas do Vitória e até a própria Câmara Municipal parece ter apanhado este “vírus”, quando despropositadamente vem dizer que o presidente do VFC não tinha solicitado nenhuma reunião e que o pedido da reunião tinha sido feito por um membro da direcção.

Terá a Câmara legitimidade para definir e estabelecer quem representa o Vitória?
Não teria sido mais pedagógico, marcar a reunião pedida e nesta chamar à atenção dos recém-eleitos para o facto de terem demorado uma semana a pedir a reunião e não ter o presidente do clube pedido logo uma audiência para apresentação de cumprimentos à senhora presidente da Câmara? Pensamos que sim.

Ao invés, a Câmara entendeu fazer um comunicado, que também por si não dignificou o Vitória, pondo a nú e publicamente as dificuldades, incapacidades e falta de bom senso da direcção, inequivocamente eleita democraticamente.

A direcção eleita em 18 de Outubro fez muitas promessas, quando em campanha, mas depressa se esqueceu delas e de as cumprir.

A mais gritante e indesculpável é o não pagamento dos salários aos seus trabalhadores.
Temos de ser responsáveis e se dias antes das eleições o presidente tinha disponibilizado do seu bolso, € 35.000,00, o mínimo que devia ter feito na segunda-feira seguinte, (19/10), era ratear este valor pelos trabalhadores. Não o tendo feito, o actual presidente da direcção hipotecou definitivamente toda a credibilidade que podia ter.

Como se isto não bastasse a direcção resolveu chantagear os trabalhadores obrigando-os a renunciar a 50% dos seus salários.

Primeiro, tal atitude é ilegal porque o direito ao salário é irrenunciável e depois é indigno aproveitar-se duma situação de grande fragilidade, de quem não recebe salário durante cinco meses e estar em siuação de necessidade extrema, para o obrigar a assinar uma declaração ilegal, que só mancha quem fez a proposta e comete a ilegalidade.

Acresce a trapalhada de propagandear a isenção do pagamento de quotas a alguns sócios em clara violação dos Estatutos, escamoteando que há trabalhadores/colaboradores do clube com 6 meses de salário/avenças em atraso, por falta de receitas, deliberando ilegalmente isentar sócios do poagamento de quotas, apesar de depois,tentarem emendar a mão, com a suspensão, aliás,prevista nos Estatutos, não sendo benesse da direcção, nem justificação para a propalada campanha de sócios.

Seria conveniente parar um pouco e ler os Estatutos para evitar a renúncia ao cargo de um vice-presidente, que passou a ser trabalhador do clube, em condições não praticadas no mercado de trabalho, designadamente um prémio de assinatura, qual “craque” de futebol recém-chegado.

Aliás em matéria de renúncia vamos bem, porque em 15 dias já vamos em duas, o que significa que a renúncia de mais três membros da direcção a deixa sem quórum.
Desde 1 de Novembro de 2020, a SAD não tem Conselho de Administração nomeado e em funções.

A direcção está obrigada a fazer a nomeação do novo Conselho de Administração (CA), quando é certo que o VFC e Vitóriapart SPGS, detêm mais de 99% do capital social da SAD, sendo inadmissível que uma sociedade anónima desportiva, com os problemas e trabalhadores envolvidos, esteja sem administração.

Mais uma vez as promessas caíram por terra, pois prometeu-se uma Administração profissional para a SAD e não foi nomeada, apesar de, no dia de tomada de posse, o senhor presidente ter dito que ia salvar a SAD e já tinha um investidor.

Senhor presidente

Sei que não tem muitas preocupações com as questões legais, designadamente jurídicas, mas esta situação é insustentável e o Vitória SAD não pode, nem deve correr o risco, da nomeação judicial de um administrador, pelas graves implicações que isso pode ter para o Vitória e que certamente o seu departamento jurídico, não deixará de lhas referir.

A dignificação do Vitória passa por cumprir a lei e tomar decisões dignas.

É o que pedimos e o Vitória exige.
(Cândido Casimiro)
(Sócio nº 1530)

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