A eleição de António José Seguro para Presidente da República é para além duma vitória pessoal um sinal de que o país procura reencontrar uma política mais serena, mais próxima e orientada para o longo prazo. Não se chega a Belém contra o país, mas através dele. Depois de mais de uma década afastado da política ativa o seu regresso foi um gesto de futuro.
Durante anos, Seguro foi visto como uma figura discreta para um tempo dominado pelo ruído e pela velocidade mediática.
Mas, foi precisamente essa distância, a sua resiliência e fidelidade aos valores democráticos e da República que lhe permitiu regressar sem o desgaste do poder e com uma imagem de consistência ancorada nas suas convicções. Voltou com memória, experiência e uma visão que dialoga com o país real, para lá dos círculos habituais de decisão.
A sua vitória contrariou previsões e expôs um desencontro entre a leitura das elites, e o sentimento da maioria dos cidadãos. O eleitorado reconheceu numa liderança moderada e persistente uma alternativa credível a um ciclo político marcado por polarização, cansaço e desconfiança.
Este regresso tem, por isso, um significado mais profundo. Representa a possibilidade de revalorizar a política como espaço de construção e compromisso, e de devolver à Presidência da República o papel de equilíbrio institucional e de palavra ponderada num tempo de excessos e precipitações, não obstante, a ação do atual Presidente na dignificação da República.
Seguro chega a Belém com a vantagem de quem soube sair, esperar e regressar quando o contexto o tornou necessário. Essa trajetória confere-lhe autonomia e sentido de missão, num momento em que o país precisa de estabilidade e de confiança para enfrentar desafios económicos, sociais e internacionais exigentes.
Mais do que uma eleição, este é o início de um novo ciclo político. Um tempo em que a estabilidade volta a ser valorizada, em que a ideia de compromisso recupera centralidade e em que o futuro deixa de ser apenas promessa para voltar a ser projeto coletivo.
Há momentos em que a democracia escolhe mais do que uma pessoa. Escolhe um rumo. A eleição de António José Seguro parece ser um desses momentos. Um regresso que não olha para trás, mas abre caminho. Um regresso com futuro.
Que assim seja, Presidente António José Seguro! Parabéns e Felicidades!