Um Metro sem segurança

Um Metro sem segurança

Um Metro sem segurança

23 Janeiro 2026, Sexta-feira
Deputada do CHEGA

Em pouco mais de um mês, Almada e Seixal registaram, pelo menos, três acidentes, envolvendo o Metro Sul do Tejo, que tiraram a vida a duas pessoas e feriram outras duas. Primeiro, a 2 de dezembro, uma pessoa morreu atropelada por uma composição do referido metro em Corroios e, uma semana depois, outro atropelamento, desta vez em Almada, tirou a vida a um homem, tendo provocado ainda ferimentos a uma segunda pessoa.


Este número de acidentes deixa claro que é preciso fazer alterações à forma como está a funcionar o Metro Sul do Tejo. No caso de Almada, a linha do metro está inserida no meio da estrada, dividindo, desta forma, o sentido das faixas. Até aqui, tudo bem, mas estes acidentes mostram que é preciso investir na proteção aos transeuntes, porque do número de atropelamentos resulta claro que as pessoas que circulam na zona da linha do metro não estão devidamente protegidas.

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Mas é preciso também investir numa sinalização que salte à vista, que chame a atenção dos condutores e de quem circula a pé. É preciso não esquecer que Almada é um concelho envelhecido, o que significa que muitas das pessoas que utilizam o metro ou que caminham nas imediações da linha do metro são idosos e, honestamente, não é preciso fazer nenhuma tese para saber que estas pessoas têm dificuldades acrescidas na sua mobilidade, audição e visão e só isto já devia ser razão o suficiente para que houvesse um reforço da sinalização e dos mecanismos de proteção dos transeuntes.


Bem sei que é a Metro Sul do Tejo quem tem a responsabilidade, mas não deveria a Câmara Municipal de Almada alertar a empresa para a necessidade de fazer alterações à forma como a linha está sinalizada? É que, não raras vezes, os condutores não conseguem perceber o que é a sua faixa de rodagem ou a faixa do metro. Resultado? Acidentes, colisões, sustos.


A decisão de partir Almada ao meio para instalar o metro é muitíssimo criticável, mas volvidos estes anos a questão que se coloca já não é essa, mas sim a segurança de todos os utentes deste meio de transporte, como também de quem circula na cidade, seja a pé ou de automóvel. E, por isso, insisto na necessidade de se reforçar a sinalização e de se apostar em mecanismos de proteção.

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Este tema revela-se ainda mais premente agora que a Câmara Municipal de Almada se prepara para levar a cabo o projeto da extensão do metro até à Costa da Caparica. Ora, se não estão reunidas as condições de segurança no trajeto atual, como é que se pode avançar com uma extensão do trajeto?


O que falta à senhora Presidente da Câmara é humanismo, porque o que a preocupa é captar os fundos do PRR, sem olhar a meios, sem ter em conta o que pensam os almadenses, quais as suas necessidades e as suas preocupações. E basta andar pelas ruas para perceber que os almadenses estão descontentes com o Metro Sul do Tejo, que não querem um trajeto via metro que ligue a Caparica à Trafaria e que, acima de tudo, estão preocupadas com a sua segurança.

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