Por Rita Rato

Por Rita Rato

Por Rita Rato

19 Março 2026, Quinta-feira
Militante do PCP

Já nestas páginas, a 23 de Junho de 2023, chamamos-lhe porta do Roteiro do terror salazarista que passou por Caxias, o Forte de Peniche, o Campo da Morte Lenta do Tarrafal, entre outros. Durante o Estado Novo 30 mil portugueses ali estiveram fechados ao longo de 37 anos em células minúsculas de metro e meio por dois, sem julgamento, espancados e torturados. Ali, só ali, na Cadeia do Aljube, o edifício junto à Sé, em Lisboa, e que, acolhendo o Museu do Aljube Resistência e Liberdade inaugurado a 25 de Abril de 2015, foi espaço para um debate uma semana antes da edição sadina já referida sobre “As Mulheres do Meu País”, de Maria Lamas, que partilhou com a Maria Alda Nogueira, em 1945, a Direcção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, não podendo faltar-lhes, claro, a prisão. Estamos buscando em vários registos, todos online, quem não chega lá?

Segundo um catálogo de parceria suporte da Exposição “Maria Lamas, uma mulher do nosso tempo”, que percorreu vilas e cidades, “As Mulheres do Meu País, sem dúvida a grande reportagem da escritora e jornalista, foi publicado em fascículos para fugir à censura”. Tratou-se de um feito de 1948-1950, e que deixava ao critério de quem não se “interessasse” pelas suas edições quinzenais, até perfazerem 480 páginas, a possibilidade de os “devolver intactos, ao carteiro” (reprodução fac-simile, Caminho, 2002).

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Hoje em dia não há carteiros das TV’s, assim já se leu, assim retomamos, mas há sempre os intactos que não devolvem a luta. A sessão teve lugar no Auditório, lugar cimeiro, e a tarde primaveril infindável ajudou alguém a não deixar de comentar: “Sinto bem nos ombros o peso de Castelo de São Jorge, aqui tão perto, mas também vejo, lá nos contornos além Tejo, o de Palmela, e vem-me à cabeça aquela troca de correspondência que foi a Almenara”. Referia-se ao acender de fogueiras no Castelo a poucos quilómetros do Sado, quando D. Nuno Álvares Pereira, oriundo da vitória na Batalha dos Atoleiros, na Fronteira, deu confiança ao Mestre de Avis, cercado em Lisboa, o qual, resistindo com mais ânimo, pôs os castelhanos em debandada (História de 1383/84/85).

Estamos no 2023, Rita Rato assumiu a Direcção em 2020. Por Rita Rato, encabeçamos. “Pela recondução de Rita Rato Fonseca no cargo de directora do Museu do Aljube Resistência e Liberdade” corre uma Petição, com milhares de subscritores. Abaixo identificado por este Setubalense, digo-te: “Força, camarada! Contra os galopes da direita”.

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