No agrupamento de Escolas José Maria dos Santos em Pinhal Novo, a diretora do mesmo decidiu retirar o Natal das fotos das crianças, ao impedir que aparecessem nas mesmas os habituais cenários relativos à época, o que provocou indignação a vários encarregados de educação.
Segundo a comunicação social, a decisão da diretora teve como objetivo garantir um ambiente inclusivo para todas as crianças e que todos os alunos fossem tratados igualmente, independentemente de celebrarem ou não o Natal por razões culturais, religiosas ou pessoais.
Coloquei esta questão à Presidente da Câmara de Palmela que apontando este tema como decisão única da escola, considera que o Natal também não é igual em todas as casas e, desvalorizando a escolha, considera que esta até revela uma imagem do Natal mais modesta que não nos deve chocar, porque a tolerância deve ser a chave do nosso comportamento (palavras da própria), e, portanto, a questão não deve ser valorizada….
Não consigo entender que por motivos de inclusão daqueles que não festejam o Natal, se torne pedagógico a promoção da diversidade através da anulação da nossa identidade cultural, ao invés de fazer-se verdadeira inclusão incentivando os de fora a participar nas nossas tradições, e respeitando quem opte por não aderir.
Esperemos que se uma destas crianças que rezam a outros credos reprovar o ano, a professora não se lembre de reprovar todas as outras por motivos de inclusão, com o apoio da Presidente da Câmara.
A morte do Natal em Palmela continuava a ser anunciada.
O Natal celebra o nascimento e simboliza renovação, a chegada do Salvador. Mas o renascer da esperança de que algo mudasse para melhor no nosso Concelho com o início de um mandato autárquico com um novo executivo, foi morto pelos dois partidos irmãos CDU/PS em vésperas de Natal, no dia 22 de Dezembro quando em reunião de câmara votaram favoravelmente o orçamento para 2026 e concretizaram o anuncio daquilo que já muitos sabem desde os resultados eleitorais de 12 de Outubro passado, mas que ninguém conseguiu evitar.
Palmela continuará no mesmo rumo e terá mais uma vez um orçamento cópia dos anteriores, com obras e obras adiadas durante anos, com milhões de saldo de gerência que passam de ano para ano e não se concretizam em investimento para as pessoas, sem diminuir os impostos ajudando os munícipes. Sem um fio condutor de planeamento ou estratégia para o território.
Mesmo mudando o executivo, não há uma única coisa nova, um rasgo de imaginação diferente do passado. Não é que se esperasse muito mais da CDU e de uma Presidente que já cá esteve 12 anos há 12 anos atrás, a não ser retrocesso e um regresso ao passado.
Do PS, mais do mesmo. Ou pior ainda. Sempre que algo pode ser pior, o PS não surpreende e faz mesmo pior. Depois de anos a absterem-se nos orçamentos de estagnação da CDU para os viabilizar, votam agora a favor sem qualquer pudor e não permitem que nada mude.
E assim, depois da crônica de uma morte anunciada e concretizada pelos irmãos CDU/PS, a fazer lembrar o romance do mesmo nome do escritor Gabriel Garcia Márquez mas com o adicional das Grinch de Palmela, entramos em 2026 sem grandes expectativas, mas sem que nos matem a esperança de um dia conseguirmos evitar a morte anunciada do nosso Concelho.
Desejo a todos um Bom Ano 2026.