A cultura woke, designação para um movimento nascido das lutas raciais, feministas e igualitárias do final do século anterior, provinda da expressão “stay woke”, desenvolveu-se nas primeiras décadas de XXI, ao ponto de se tornar dominante nas esferas comunicacionais, universitárias e políticas dos Estados da Europa ocidental, EUA, Canadá e Austrália.
São bandeiras da nova ideologia a chamada afirmação/igualdade/multiplicidade de género, a negação da noção de família baseada na complementaridade masculina e feminina, o revisionismo histórico aplicado às relações coloniais, a promoção de determinados grupos de pessoas alegadamente vítimas dos processos históricos e das chamadas lutas de classes em detrimento dos valores do mérito e do trabalho, o animalismo como negação do domínio do homem sobre a natureza, o relativismo do valor da vida humana com a banalização do aborto e da eutanásia, alcandorados respectivamente a direito reprodutivo e a direito à dignidade…
O wokismo, na vertente ideologia de género, tem como padrão a negação da realidade sexual de fundo biológico, advogando uma realidade psicológica que determina e promove dezenas de géneros diferentes e outros tantos comportamentos sociais. Mas não só aceita, não só promove, ainda, sob o chapéu da inclusão, impõe aos demais, exigindo, se necessário por força da lei, uma alteração de comportamento, de organização social e até de linguagem!
São exemplos os casamentos homossexuais, com a destruição da milenar noção de família, as casas de banho públicas não diferenciadas, o ensino destas ideias perversas nas escolas desde tenra idade à revelia dos pais, a normalização dos comportamentos desviantes sexuais no espaço público e nos media, a obrigação do uso de uma linguagem neutra quanto ao género como os famosos pronomes, etc.
O que se perdeu foram os referenciais éticos, a própria noção do bom, do belo e do verdadeiro; o que se impõe é o contrário da liberdade – essa só assiste às minorias privilegiadas, pois à imensa maioria resta-lhe obedecer aos novos polícias dos costumes, e volta-se a temer pela liberdade de expressão, a que se passou a chamar discurso de ódio.
O que se perdeu foram os referenciais científicos, baseados na biologia, genética, antropologia; o que se impõe é uma regressão cognitiva, baseada em conceitos alheados da experiência humana ou mesmo absurdos (exemplo: “o sexo atribuído socialmente à nascença”), ou a relevância do consentimento dos menores (com as consequências óbvias ao nível da pedofilia e das “mudanças” de sexo).
Acontece que o Montijo tem vindo, graças à força, carácter e valores da sua gente, a ser poupado a tais desmandos…
Até que amanheceu com uma bandeira arco-íris hasteada no edifício da Câmara Municipal…
Até que numa remodelação chegou uma vereadora – “especialista” da “igualdade de género” – disposta a governar para as ínfimas minorias marico-lgbt, dominando os pelouros das escolas e da juventude!
Até que o Montijo acorde e se defenda, até que lhe ponhamos termo!
A família tem de voltar a ser a célula fundamental da sociedade, sob os valores cristãos da complementaridade dos sexos e da autoridade dos pais sobre a educação e os valores a transmitir às crianças!
O Estado, nacional e local, existe para fazer aquilo que as famílias e a sociedade não conseguem ou não podem fazer, no respeito e para a prossecução do bem comum!
A cultura, a língua, os valores, os costumes, as instituições seculares e fundadoras da realidade nacional exigem ser defendidas, quem as ame e lute por elas!
O Montijo voltará a tomar as rédeas do seu futuro, e em breve o fará, pela força do VOTO.