Fenómenos meteorológicos intensos vieram para ficar(?)

Fenómenos meteorológicos intensos vieram para ficar(?)

Fenómenos meteorológicos intensos vieram para ficar(?)

3 Fevereiro 2026, Terça-feira
Deputada do PS

Nos últimos dias, o país confrontou-se com uma tempestade cuja violência devastou uma parte significativa do país.


Na terça feira passada recebemos um avisoPROCIV, no meu caso pelas 16h19, chamando a atenção para as características da depressão Kristin, em particular quanto à velocidade do vento. Nesta mensagem estava lá: “Fique atento”! Estivemos, com certeza. Mas, parece que quem não esteve foi o Primeiro Ministro e, decididamente, a Ministra da Administração. E não é gratuita esta minha informação. Já lidei com várias situações de proteção e socorro e sei bem que o pré posicionamento atempado é fundamental. E as consequências da falta de decisão a tempo são devastadoras.

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Diz-nos a realidade que o IPMA avisa sobre o evento climático, com possível expressão extrema, na manhã de terça feira, dia 27. Como se disse, nós próprios, a população, recebemos alerta nessa tarde. No entanto, só após a tempestade da noite e madrugada de dia 28, foi determinado o nível máximo de prontidão. Foi declarado o estado de calamidade, e por volta das 16h! E, tanto quanto se sabe, após contacto com o Presidente da República. O Governo podia, pelo menos, referenciar atempadamente ter noção da dimensão do que era previsto, nem que fosse pelo estado de contingência. Nada! A nós pediram-nos que ficássemos atentos, o Governo ficou distraído. Fez mal, porque a prontidão e permanência são fundamentais na resposta a estes eventos. E o IPMA permitiu saber, com tempo, quais as zonas com maior probabilidade de serem fustigadas, bem como as características da depressão.


No caso do distrito de Setúbal na maioria dos concelhos as perturbações foram rapidamente ultrapassadas. Exceção foi o concelho de Alcácer do Sal que tem recebido, do Município, profissionalismo e solidariedade, em conjunto com outras entidades num trabalho em rede de assinalar.


Sei o quanto é difícil a gestão da situação dos próximos dias, neste nosso concelho do Litoral Alentejano, nomeadamente no controlo das descargas das barragens ( Odivelas, Pego do Altar, Campilhas e Vale de Gaio), mas confio.

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Agora é tempo de colaborar e ajudar. Por isso, na segunda feira, dia 2, a direção do Partido Socialista deu o seu contributo. Fez bem.


Depois, um tempo depois, é o momento de balanço e de escrutínio. Não se deve prescindir deles, até porque a proteção civil está sem comando político. O plano de emergência é decretado cinco dias depois! A Comissão nacional de proteção civil reúne cinco dias depois! Os militares chegam em reforço cinco dias depois!…. Cinco dias é uma eternidade em emergência e se os fenómenos meteorológicos intensos vieram para ficar é sensato perceber isso de vez!

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