Equilíbrio, exigência e esperança num Portugal de todos e para todos

Equilíbrio, exigência e esperança num Portugal de todos e para todos

Equilíbrio, exigência e esperança num Portugal de todos e para todos

23 Janeiro 2026, Sexta-feira

Vivemos um momento exigente da nossa vida democrática, em que se torna essencial reafirmar aquilo que nos une enquanto país. Foi com esse espírito que me dirigi aos portugueses: com respeito por todos os eleitores, por todos os candidatos e, acima de tudo, com a convicção de que a democracia portuguesa é mais forte quando se constrói na inclusão, no diálogo e na recuperação da confiança de quem não acredita, não participa ou que escolhe o protesto inconsequente, que nada resolve.
Ao longo deste caminho, semeámos esperança e colhemos confiança. Confiança num projeto que não pertence a um partido, nem a uma fação, mas que se afirma como a casa comum de todos os democratas, progressistas e humanistas. Um projeto livre, independente, sem amarras, que coloca Portugal acima de qualquer interesse particular.


A democracia venceu. E continuará a vencer sempre que soubermos unir os portugueses em torno do chão comum que nos permite viver em liberdade e segurança, conviver com dignidade e afirmar a realização plena de cada pessoa, sem distinções, sem exclusões, sem rótulos. Não há portugueses de primeira nem de segunda. Somos todos Portugal.

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Regressei à vida pública para unir, nunca para dividir. O Presidente da República deve ser o Presidente de todos, leal à Constituição, defensor dos valores fundamentais e atento às reais dificuldades das pessoas. Há muito para cuidar e muito para mudar. A começar pela saúde, onde o acesso atempado aos cuidados é hoje uma exigência ética e democrática. Mas também na desigualdade persistente entre mulheres e homens, na pobreza que atinge demasiados portugueses, nos salários e pensões insuficientes e na falta de habitação que bloqueia o futuro dos mais jovens.


A política que faz sentido é a que melhora a vida das pessoas. A política com propósito, com ambição e com exigência. Um país moderno e justo precisa de um Estado que funcione, de uma economia mais competitiva, de empregos qualificados e de salários dignos. Precisa de criar riqueza para gerar oportunidades de afirmação individual ou comunitária e garantir que o futuro não é sinónimo de emigração forçada dos jovens e de adiamento permanente da autonomia.


Escolho a esperança como bandeira. Não uma esperança vazia, mas uma esperança ancorada no trabalho, no mérito, na igualdade, no cuidado com os mais velhos e no investimento nos jovens. Uma esperança que aposta no conhecimento, na ciência, na inovação, na cultura e na identidade que nos une como povo. Uma esperança que pensa nas próximas gerações quando decide no presente.

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Na minha visão de Portugal, todos contam. Cada cidadão, cada região, cada comunidade tem um papel a desempenhar. É urgente recuperar o sentido de comunidade e reforçar o nosso chão comum, condição essencial para vivermos em paz, com coesão e com qualidade de vida crescente entre gerações.


É também nesse quadro que importa valorizar tudo aquilo que reforça a democracia de proximidade e a ligação entre cidadãos e território. Um país que não deixa ninguém para trás é um país atento aos sinais que podem fragilizar essa ligação, incluindo aqueles que afetam o acesso à informação e à participação cívica em algumas zonas do interior. A coesão nacional constrói-se garantindo igualdade de atenção e de voz em todo o território e onde existirem portugueses.


Este é um tempo de escolha: entre o medo e a esperança, entre a divisão e a união, entre o extremismo e a democracia serena. Portugal é mais forte quando se mobiliza pela positiva, quando confia em si próprio e quando escolhe líderes que unem, cuidam e respeitam.

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Por amor a Portugal, continuaremos este caminho, onde cabem todos os democratas, com equilíbrio, ambição e esperança. A vitória que procuramos não é de um contra outro. É a vitória da democracia, da liberdade e de um país inteiro que acredita no seu futuro. Já a 8 de fevereiro.

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