As alterações climáticase os seus custos

As alterações climáticase os seus custos

As alterações climáticase os seus custos

, Ex-bancário, Corroios
3 Fevereiro 2026, Terça-feira
Francisco Ramalho

Desta vez tocou-nos a sério; 5 mortos, dezenas de feridos e uma enorme destruição um pouco por todo o País, com maior incidência no centro. Muitos milhões de prejuízos nos mais diversos setores, com danos, tantos deles, irreparáveis. Desta vez foi frio, neve, ventos ciclónicos e muita e persistente chuva.
Diversos rios já transbordaram. Desta vez foi assim, muita chuva, frio, neve e ventos ciclónicos, mas já tivemos meses seguidos sem cair uma pinga de água e com temperaturas sempre a bater recordes, o que origina, como se tem constatado, fogos monstruosos que vão dizimando as nossas florestas.
Estes extremos do clima, como também sabemos, acontecem um pouco por todo o planeta e cada vez mais violentos e frequentes. As causas, segundo a grande maioria dos entendidos, estão mais que identificadas: o crescente aquecimento da atmosfera, provocado pela emissão de gases com efeito de estufa, com destaque para o dióxido de carbono (CO2) libertado pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) através da combustão de motores e outras atividades industriais e queima de florestas devido aos fogos. Mas depois o que é que se constata; por exemplo, em vez dos responsáveis governamentais criarem condições e incentivarem transportes coletivos, o que se verifica é um aumento exponencial do uso do automóvel, como se verifica pelas enormes filas de trânsito na periferia das principais cidades e não só, a debitarem CO2 para a cada vez mais saturada atmosfera. E deveriam incentivar, como nalguns países do centro e norte da Europa, o uso da bicicleta. Pelo menos para percursos mais curtos.
E temos ainda os negacionistas das alterações climáticas (AC), ainda mais irresponsáveis que o cidadão comum. Entre os mais irresponsáveis, são os que têm poder e possibilidades de agravar tudo isto, com destaque para o que se arvora em capataz do mundo. Que, para cúmulo, provoca e incentiva guerras (além das vítimas que provocam, são outra forma de poluição e degradação ambiental) para, como diz, tornar a “sua” América grande de novo.
Mas os Estados, os maiores responsáveis, devem criar fundos para socorrer as pessoas vítimas das AC, assim como as empresas. Nomeadamente as pequenas e médias. Em vez de gastarem milhões e milhões, como o Governo de Montenegro/AD, com o apoio de toda a direita desde a IL ao Chega e o PS, já gastou e se propõe gastar. A justificação é o que eufemisticamente designam por investimento na Defesa. Que é como quem diz, na guerra. No espantalho da “ameaça russa”.
Vozes tão credíveis como o nosso bem conhecido Viriato Soromenho Marques, tanto tem alertado sobre esta matéria. Ainda um dia destes, em conversa com Luís Osório na Antena1, disse que os responsáveis da UE, da Europa, parece que pretendem mesmo fomentar a guerra.
Uma guerra, como é bom de prever, que poderia ter consequências apocalípticas.
Se não preservarmos este nosso belo planeta, a nossa casa comum, cada vez, tantos mais, terão os dias-contados.

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