Todos sabemos que a pele, é o maior órgão do corpo humano. Também sabemos que devemos cuidar dela, gostamos de a manter hidratada e cheirosa.
Mesmo bem cuidada, sabemos também, que muitas vezes a pele de um, não se dá com a pele de outro, não há faísca, não há química, física ou lá o que lhe quiserem chamar.
E minha gente, se isto acontece, o melhor e não insistir.
Dificilmente uma relação está completa, sem entendimento das dermes.
Por outro lado, existem peles que até parecem ser extensão uma da outra.
E há lá coisa melhor?!
O primeiro contacto entre a pele de duas pessoas, pode ter uma força única.
Esse toque não precisa necessariamente ser intenso, por vezes é justamente a delicadeza, que tudo faz acontecer.
Tenho para mim, que é no calor desse gesto, que a respiração muda e o corpo entende, o que o coração já sabia.
É nesse momento, que dois corpos aprendem a conversar, no mais íntimo silêncio.
São nestes gestos, que duas pessoas que se amam, aprendem e se perdem no tempo, onde carícias são mais que palavras e desta forma, conhecemos de olhos fechados, todos os sinais e curvas do outro.
Julgo que a par com as palavras, a pele na pele é a forma mais terna e mais sensível, de duas pessoas comunicarem.
É sentir o sol a aquecer a terra, é uma melodia com ritmo, pausa e intensidade.
É adormecer, acordar e com a polpa dos dedos, tocar e dizer a alguém (como canta Miguel Gameiro) “Ficas-me bem…tão bem!”.