19 Junho 2024, Quarta-feira

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A guerra também se decide nas Europeias

A guerra também se decide nas Europeias

A guerra também se decide nas Europeias

A 24 de fevereiro de 2022, a Europa mudou. A Ucrânia, que já enfrentava a violação da sua integridade territorial e combatia uma secessão interna, foi violentamente invadida pela Rússia. Portugal, um país de escassos recursos, foi fazendo o que podia e sempre se solidarizou com o povo e com o Estado ucraniano – no envio de ajuda humanitária, no acolhimento de refugiados ou no apoio diplomático, económico e militar. Embora possamos criticar algumas posições do governo à época, seria injusto não reconhecer que o Estado português esteve do lado certo da História. O apoio à Ucrânia foi inequívoco e transversal à sociedade, assim como à maioria dos partidos políticos. PS, PSD, IL, CDS, L e PAN estiveram sempre com a Ucrânia.

Mais de dois anos depois, o cansaço da guerra ameaça instalar-se no mundo ocidental, trazendo o sério risco da Ucrânia perder por falta de armamentos e munições. Cada atraso nas decisões que finalmente são tomadas, após meses de adiamentos, como a entrega dos F-16 ou a ajuda financeira norte-americana, resulta em milhares de civis mortos e na consolidação da defesa russa nos territórios conquistados. Além disso, o prolongamento do conflito traz outro problema: o cansaço da guerra por parte de quem não a sente, pode favorecer aqueles que, de forma explícita ou dissimulada, nunca estiveram, de facto, com a Ucrânia.

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Nos Estados Unidos, as eleições presidenciais podem resultar na eleição de Donald Trump, o que, como já se viu pelas ações dos seus aliados republicanos no Congresso, pode levar a uma redução substancial do apoio americano à Ucrânia. Na União Europeia, além dos governos da Hungria e da Eslováquia, o Parlamento Europeu resultante das próximas eleições pode vir a ser composto por forças políticas que, à direita ou à esquerda, fazem o jogo de Putin. Quer seja através dos partidos que compõem o Identidade e Democracia (do qual o CH faz parte) ou a Esquerda Unitária Europeia (a que pertencem o PCP e o BE), os discursos contra a Ucrânia ou os mais sonsos apelos à paz – em que o ónus pelo fim da guerra recai sobre o país invadido e não sobre o invasor – podem ganhar força e ver a sua representação aumentar. Para Portugal, isto é relevante. No Parlamento Europeu, o apoio português à Ucrânia e a oposição ao regime russo, não podem ser condicionados por partidos como o PCP – que se posicionou contra o Estado ucraniano e nunca condenou a invasão russa, culpando a NATO por essa ação – o Bloco de Esquerda – que, em vésperas de fevereiro de 2022, propagava a narrativa que o governo ucraniano era “nazi”, também culpando a NATO pela tensão no Leste Europeu – ou o Chega – que integra uma família política na qual parte substancial dos seus membros apoia Putin.

As próximas Eleições Europeias são, assim, essenciais para Portugal reforçar a sua presença no Parlamento Europeu com forças como a Iniciativa Liberal que, desde sempre, esteve ao lado da Ucrânia e do seu povo. Tantos foram os exemplos, mas destaco o mais recente – a ação do passado dia 2 de junho, no Parque da Paz, em Almada, que contou com a presença da comunidade ucraniana. Os ucranianos, e diria que a generalidade dos portugueses, sabem que a Iniciativa Liberal, de forma convicta, sempre apoiou e continuará a apoiar a luta da Ucrânia pela sua independência e integridade territorial. Fê-lo nas ruas, nas diversas instituições, na Assembleia da República, e irá fazê-lo, também, no Parlamento Europeu.

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