27 Junho 2022, Segunda-feira
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O preço da guerra, injustiças e desperdício

O preço de qualquer guerra é sempre elevado. Nem que se tratasse apenas da perda de uma única vida. Mas, qualquer uma, vai muito para além disso, como é o caso da que está em curso na Ucrânia. Desta, a principal vítima, evidentemente, é o povo deste País. Depois o da Rússia, e pelas consequências da dimensão, das sanções e dos países envolvidos, os restantes povos da Europa e não só.

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Em relação a nós, portugueses, como todos já bem sentimos na carteira, sobretudo, como sempre, os de menores posses que é a grande maioria.

A partir do aumento do preço dos combustíveis, gasóleo, gasolina e gás, tudo sobe. Isto, em relação a estas matérias que, como se sabe, a Rússia é um grande produtor e exportador. Em relação à Ucrânia, é o caso dos cereais. Milho e, sobretudo, trigo. Felizmente, ainda não nos faltou porque temos outras fontes de abastecimento (e podíamos produzir bem mais do que produzimos), mas com os preços a subiram no mercado mundial, somos também afetados. Afetados, e muito, somos também noutros aspetos. Desde logo, e bem, pelo acolhimento aos refugiados que já são largas dezenas de milhar. Depois, pela decisão do Governo, como país membro da NATO e da União Europeia, mas ao arrepio da Constituição, por tomar partido em relação a um dos contendores, a Ucrânia. Em material de guerra e de assistência médica, Portugal já contribui com centenas de toneladas.

Mas mesmo neste lamentável quadro que devia e podia ter sido evitado, há injustiças que beneficiam ou prejudicam sempre os mesmos. Por exemplo, em relação ao preço dos combustíveis, como disse e bem explicado, na edição de 12 do corrente de O SETUBALENSE, a deputada do PCP, Paula Santos: “É Mesmo Necessário Controlar e Fixar os preços dos Combustíveis”, para que as gasolineiras não tenham lucros fabulosos à conta da guerra e do bolso dos portugueses, o Governo não devia efetivamente fazer esse controlo e fixar preços? Depois, há desperdícios inconcebíveis como, por exemplo, com tanta frequência, iluminação pública, ligada de dia.

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Na penúltima semana, na minha ida à praia, durante três dias, entre Vila Nova e os Capuchos, foi o que verifiquei. Assim como, dias seguidos, entre Corroios e Santa Marta do Pinhal, junto à Piscina Municipal.

São apenas dois casos atuais. Imagine-se a quantidade deles por esse país fora!

Portanto, a guerra, a indiferença, a má gestão e a injustiça, são cancros que matam e prejudicam tanto ou mais que os reais. Todos podemos e devemos contribuir para extirpá-los. Desde logo, denunciando-os e batendo-nos por uma sociedade bem mais justa. O que implica, evidentemente, quem elegemos.

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Em relação à guerra, o pior de todos os males, como se existisse apenas um culpado, é o que se vê: sanções e mais sanções para um dos lados, e armas e mais armas, para o outro. Esforços para acabar com ela, zero! A quem interessa esta situação? Aos povos dos países implicados e aos outros, não é com certeza. A sede de domínio e o comércio das armas, falam mais alto.

Comentários

Francisco Ramalho
Professor, Corroios
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