26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Pode Sesimbra ser uma smart city?

Nas últimas duas décadas, o desenvolvimento dos centros urbanos tem sido naturalmente influenciado pela evolução tecnológica. A transição digital abre um novo horizonte de possibilidades, ainda que a ritmos diferentes, mas, inegavelmente, a uma escala global.

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Podemos definir Smart City como um espaço urbano onde a tecnologia é utilizada com o objetivo de melhorar processos e serviços, obtendo-se ganhos em eficiência, qualidade e sustentabilidade.

Este conceito tem como pilar os sistemas de informação e comunicação, permitindo que as autoridades e entidades governamentais monitorizem e interajam ativamente com as infraestruturas do território em diversos âmbitos, como a produção e gestão de energia, rede de abastecimento de água, saneamento básico e resíduos, gestão de espaço público, gestão de equipamentos escolares, de saúde, segurança e/ou controlo de tráfego, entre outros.

Ainda que esta aposta seja incontornável, a transição digital, como um novo paradigma de desenvolvimento, levanta alguns desafios. Necessitamos de uma visão ampla do fenómeno, que analise o impacto desta transição sobre o dia-a-dia dos cidadãos, algo que vai muito para além da simples recolha de dados por sensores biométricos.

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Sesimbra tem procurado iniciar esse percurso, no sentido de se tornar um Município mais sustentável, digital e adaptado aos desafios da sociedade moderna. Em matéria de sustentabilidade ambiental e energética existe algum investimento em matéria de energias renováveis e luminárias LED.

No entanto, este esforço deverá ir mais além, na melhoria da eficiência energética dos edifícios, com uma política proativa de sensibilização de munícipes e empresas, como o incentivo a obras de melhoria do edificado, aproveitando, por exemplo, o Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC 2030).

Outro projeto de relevo é a participação no protocolo de criação de Transportes Metropolitanos de Lisboa, concretizada através da Rede Carris Metropolitana, que resultará, no imediato, num incremento de cerca de 40% nas carreiras urbanas no Município.

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Estes projetos deverão ser acompanhados por outras estratégias de promoção da mobilidade suave, aumento da rede de ciclovia, permitindo a ligação não motorizada aos transportes públicos, assim como o incremento da oferta de parques de bicicletas e velocípedes elétricos e/ou regimes de bike sharing.

O Fundo de Coesão da União Europeia assim como o Horizonte do Plano Portugal 2030 abrem boas perspetivas na implementação de programas comunitários nesta vertente.

No plano da conectividade e 5G, Sesimbra está na vanguarda das redes públicas de WIFI, através da participação no Programa do Turismo de Portugal/ União Europeia Wifi4EU, com a implementação de uma rede de WIFI gratuita no Concelho, já implementada na Marginal da Praia da Califórnia, no Mercado e Biblioteca Municipal, que será alargada a curto prazo para outros pontos, entre os quais: Parque Augusto Pólvora, Parque da Vila da Quinta do Conde e Mercado Municipal da Quinta do Conde.

Em suma, estamos ainda longe de fazer de Sesimbra uma Smart City. Mas estamos, com passos progressivamente maiores, no caminho certo. O próprio conceito de Smart City, entenda-se, é algo mutável no tempo.

Se há um par de anos falávamos sobre a Internet of Thing, hoje a Inteligência Artificial e o 5G são os novos focos. Estamos a assistis a uma nova revolução industrial. O grande desafio do cidadão, e sobretudo dos gestores locais, será entender qual o seu papel na interação com a tecnologia.

Comentários

Miguel Fernandes
Vereador na Câmara Municipal de Sesimbra
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